As contas externas do Brasil registaram um défice de 50,7 mil milhões de dólares (46 mil milhões de euros) em 2019, o pior resultado obtido pelo país nos últimos quatro anos, segundo informações divulgadas esta segunda-feira pelo Banco Central.

O órgão de controlo monetário disse que o resultado foi provocado pelo saldo da balança comercial, que em 2019 ficou 13,6 mil milhões de dólares (12,3 mil milhões de euros) abaixo do montante registado no ano anterior.

Assim, o excedente comercial do Brasil reduziu de 53 mil milhões de dólares (48,1 mil milhões de euros) em 2018, para 39,4 mil milhões de dólares (35,7 mil milhões de euros) em 2019, repercutindo retrações de 6,3% nas exportações e de 0,8% nas importações.

Para este ano, a expectativa do governo brasileiro é de uma nova quebra nas contas externas, que devem fechar com défice de 57,7 mil milhões de dólares (52,4 mil milhões de euros).

O cálculo das contas externas considera as transações correntes com dados de exportação e importação comercial de serviços e bens, remessas de dinheiro, serviços adquiridos por brasileiros no exterior, remessas de juros, lucros e dividendos realizadas do país para outros países.

O Banco Central informou também que no ano passado os investimentos diretos de estrangeiros no Brasil somaram 78,6 mil milhões de dólares (71,3 mil milhões de euros), correspondendo a 4,27% do Produto Interno Bruto (PIB).

O dado indica estabilidade na comparação com 2018, quando os investimentos dos estrangeiros no país somaram 78,2 mil milhões de dólares (70,9 mil milhões de euros).

O stock de reservas internacionais do Brasil atingiu 356,9 mil milhões de dólares (324 mil milhões de euros) em dezembro passado. Em 2019 houve redução de 17,8 mil milhões de dólares (16,1 mil milhões de euros) no stock de reservas internacionais do país.