Mauricio Macri, antigo presidente da Argentina e também do clube Boca Juniors, foi designado presidente executivo da fundação FIFA, anunciou esta terça-feira o organismo que rege o futebol mundial, tendo já recebido fortes críticas pela escolha.

Aos 60 anos, Macri, que foi presidente da Argentina de 2015 a 2019 e líder do Boca entre 1995 e 2007, tem como missão promover a educação em valores positivos no desporto.

Contudo, a escolha gerou críticas, nomeadamente pelos presidentes dos clubes argentinos River Pate e San Lorenzo, Rodolfo D’Onofrio e Marcelo Tinelli, respetivamente, que descreveram como “lamentável” a designação.

“É lamentável que o ex-presidente que nos deixou com uma dívida quase impagável, mais de 50%, inimigo das sociedades civis no futebol e responsável pelos últimos quatro anos na gestão do futebol argentino tenha sido nomeado presidente da Fundação FIFA”, escreveu D’Onofrio na rede social Twitter.

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Tinelli deu ênfase às palavras do seu homólogo, descrevendo Macri como uma pessoa “sem nenhum pudor” e recordou que quando Macri foi presidente da Argentina “mandou os seus colaboradores dar uma volta” e disse que “os mercados não iriam trazer dinheiro”.

Também através do Twitter, a Liga argentina mostrou-se “preocupada” pela escolha.