Entre os meses de maio e novembro, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Matosinhos recebe entre cinco a dez pedidos de ajuda diários relacionados com a vespa asiática. O primeiro ninho de vespas asiáticas no concelho foi identificado em 2013, levando a autarquia a elaborar um plano de ação específico para o efeito. De 2015 a 2019, mais de 850 ninhos de vespas asiáticas foram destruídos, mas a partir desta quarta-feira o combate será reforçado.

O município, que tinha apenas uma equipa de combate à vespa asiática – composta por um técnico e dois operacionais e munida de equipamentos de proteção individual, carro-grua e queimadores – passa a ter cinco, depois de dotar as quatro corporações de bombeiros de meios de combate, referiu à Lusa José Pedro Rodrigues, vereador da Proteção Civil, à margem da entrega dos novos equipamentos que decorreu esta terça-feira.

O vereador da CDU explicou que as corporações do concelho, no distrito do Porto, foram dotadas com materiais de queima, fatos simples e equipamentos de proteção individual. “De realçar que o combate à vespa asiática em Matosinhos é feito com recurso a meios próprios”, destacou.

Além deste reforço, José Pedro Rodrigues revela que a câmara vai ainda adotar novas formas de destruição de ninhos, dado o principal meio de combate ser feito por queima, obrigando os operadores a trabalharem em locais de difícil acesso e a grandes altitudes, como árvores e telhados.

As novas equipas vão começar a utilizar inseticidas em formato de pastilha para os locais onde não seja possível fazer queimas, inseticidas em formato de aerossol (vulgar spray) para repelir e destruir pequenos ninhos ou aglomerados de vespas e uma arma de paintball adaptada para o uso de pequenas esferas congeladas com inseticidas para situações de ninhos inacessíveis.

O vereador da Proteção Civil justificou o recurso a novos meios para eliminar de forma “mais robusta e eficaz” os ninhos de vespas que não pararam de aumentar no concelho desde 2015, acrescentando que Matosinhos não é o primeiro município do país a utilizar novas formas de combate.

Desde 2015, Matosinhos já destruiu 857 ninhos, dos quais 114 nesse mesmo ano, 144 em 2016, 173 em 2017, 176 em 2018 e 250 em 2019, dos quais 450 foram solicitações da população. Devido a este aumento é que o município entendeu evoluir para mais meios humanos e novas técnicas de combate. “Temos vindo a cartografar todas as eliminações para perceber o raio de propagação e os fatores que contribuirão para esta multiplicação para traçar a melhor forma de combate”, concluiu o vereador.

O primeiro ninho de vespa asiática detetado em Matosinhos foi a 25 de julho de 2013 na zona da Senhora da Hora. À data não se conheciam métodos de destruição ou quais os equipamentos de proteção individual.