Situações extremas exigem medidas extremas. Várias vilas na província de Hubei estão a construir muros de cimento em seu redor para se isolarem do exterior e evitarem que potenciais infetados entrem nos seus territórios. A reportagem da televisão britânica Sky News em Hubei identificou, pelo menos, seis localidades que tomaram esta medida drástica.

“A nossa vila construi-o [o muro] para proibir forasteiros de entrarem na nossa vila. Para reduzir o número de pessoas a entrar e a sair”, diz um habitante de Hubei ao correspondente na Ásia da Sky News.

Noutros casos, em vez de muros, há faixas com a frase “Não é permitida a entrada a forasteiros [outsiders]”. A província tem ainda diversos pontos oficiais de controlo por onde tem de passar quem quiser entrar em Hubei e nos quais lhes é medida a temperatura.

Numa outra situação detetada, um contentor portátil é usado como um ponto de controlo (não oficial), para controlar as entradas e saídas. “Ninguém sabe como é que a epidemia vai desenvolver-se e não temos indicações superiores”, disse um dos responsáveis.

Numa outra região, foi construído um muro numa estrada principal.

Atrações turísticas de Macau estão desertas

Em Macau, o Ano Novo Lunar costuma atrair à região milhares de visitantes, sobretudo para os famosos casinos. Mas este ano, com os casos detetados de coronavírus, os especialistas estimam que as receitas com jogo caiam, pelo menos, 30%, segundo a Reuters.

Desde sexta-feira que as entradas em Macau diminuíram 69% devido às medidas restritivas de entradas no território. Vários voos e ligações de ferry foram mesmo cancelados. Como consequência, na terça-feira, um dos pontos turísticos mais movimentados de Macau — as Ruínas de São Paulo — estavam desertas, assim como várias importantes ruas de comércio e restaurantes.

Os casinos, por sua vez, estiveram abertos, apesar de os operadores terem fechado os restaurantes e cancelado os espetáculos. O governo de Macau ordenou que os turistas oriundos de Hubei abandonem a região, mas cerca de 270 não obedeceram, segundo dados oficiais da Reuters.