Um adolescente com paralisia cerebral morreu, na passada quarta-feira na província de Hubei, depois de o pai e o irmão serem postos de quarentena devido ao coronavírus.

Segundo a BBC e o Guardian, o pai e o irmão mais novo de Yan Cheng, de 17 anos, foram retirados de casa, no município de Hong’an, e levados para umas instalações a 15 quilómetro de casa, onde ficaram de quarentena. Ambos tinham febre e havia suspeitas de que pudessem ter contraído coronavírus, que começou na cidade de Wuhan — cerca de 100 quilómetros de Hong’an — e que já matou mais de 400 pessoas.

Como não conseguia sair abandonar a quarentena por lhe ter sido diagnosticado coronavirus, o pai — que era a única pessoa que cuidava do adolescente com paralisia cerebral — deixou um apelo na rede social chinesa, Weibo, a explicar que o seu filho tinha sido deixado sozinho em casa, sem comida e água.

Mas de nada valeu: seis dias depois, o corpo do adolescente foi encontrado na sua cama. Durante esse tempo, as autoridades ainda foram à casa onde estava Yan Cheng, mas só o alimentaram duas vezes. A tia também o visitou, mas não pode ir à casa três dias antes de ser encontrado o corpo, porque também não estava bem de saúde.

As autoridades de Hong’an anunciaram que ia investigar o caso e o chefe local do Partido Comunista Chinês (PCC) e o presidente da câmara foram entretanto despedidos.