O Ministério Público (MP) está a investigar uma publicação no Facebook feita pelo Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (SUPSP) que dava a entender que o agente que deteve Cláudia Simões, na Amadora, poderia ter “doenças graves” que poderiam ter sido transmitidas ao polícia, devido aos ferimentos com que ficou após o confronto ao pé de um autocarro da Vimeca.

A notícia está a ser avançada pelo Público, que explica que houve uma queixa da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial que foi remetida ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP), onde deu origem a um inquérito do Ministério Público. Já tinha sido noticiado que a Inspeção-Geral da Administração Interna tinha aberto um processo administrativo sobre este caso, relacionado com um post que entretanto foi apagado.

A publicação já não se encontra disponível.

Publicação (já eliminada) no Facebook do SUPSP.

A IGAI pediu à Direção Nacional da PSP para se pronunciar sobre a publicação, entidade que se tem afastado da responsabilidade sobre o conteúdo. Esta associação sindical da PSP é a mesma que em 2018 divulgou fotografias de assaltantes que fugiram de um tribunal no Porto e que agrediam idosos, num momento em que estavam algemados. Posteriormente, após críticas à divulgação da imagem, o sindicato divulgou no Facebook a imagem de um polícia numa cama de hospital.

O Sindicato Unificado da PSP é presidido por Peixoto Rodrigues, um agente da PSP que em 2019 foi constituído arguido pelos crimes de peculato e falsificação de documento, como avançou o Diário de Notícias, acusado de ter beneficiado de um “acordo” entre os agentes da autoridade e alguns funcionários da Transportes Sul do Tejo (TST), no âmbito do qual os primeiro trocavam alegadamente por dinheiro as requisições que a PSP lhes entregara para carregamento de passes. O agente da PSP foi ainda candidato às eleições europeias pelo partido Chega, liderado pelo deputado André Ventura.