O Centro Cultural de Belém (CCB) e a Trienal de Arquitetura de Lisboa juntaram-se para preparar um novo ciclo de conferências de arquitetura — “Campo Comum” — que arranca em março, com curadoria de Diana Menino e Felipe de Ferrari.

Este programa resulta de um ‘Open Call’ internacional lançado em maio de 2019 pelo CCB/Garagem Sul e a Trienal de Arquitetura de Lisboa, que recebeu 26 propostas provenientes de 11 países.

Segundo a Trienal de Arquitetura de Lisboa, “este ciclo olha para a disciplina da arquitetura como imperativo de mudança, na sua relação com o mundo, na sua metodologia e na sua apropriação da realidade”.

“Campo Comum” é composto por 12 conferências a serem distribuídas por três anos (2020-2022) e estreia-se no dia 18 de março com o atelier Dogma, sediado em Bruxelas e fundado por Pier Vittorio Aureli e Martino Tattara.

Através dos seus mais recentes projetos de habitação coletiva, o arquiteto italiano Martino Tattara vai apresentar uma conceção da arquitetura como prática política, da cidade como projeto e de como é possível viver melhor em comunidade. Como exemplos, o arquiteto vai mostrar algumas das suas propostas mais recentes, como um projeto residencial na Bélgica, uma cooperativa de habitação em Inglaterra e dois blocos de habitação social no México.

A segunda conferência decorre a 6 de maio e terá como protagonista o arquiteto espanhol Roger Tudó, que, em parceria com David Lorente, Josep Ricart e Xavier Ros, fundou o atelier Harquitectes.

Roger Tudó vai introduzir o conceito de “arquitetura sem estatuto” através de uma série de projetos com programas, escalas e complexidades variáveis, que estes autores têm vindo a desenvolver na Catalunha.

O terceiro evento do ano terá lugar no dia 28 de outubro e vai centrar-se na transformação e realização do edificado preexistente, como edifícios e infraestruturas.

A arquiteta convidada é Barbara Buser, fundadora do atelier suíço Denkstatt em parceria com Max Honegger, que vai apresentar a sua abordagem estratégica e concreta às estruturas preexistentes e examinar o papel dos arquitetos como mediadores em processos complexos de transformação.

O ano encerra com um diálogo sobre o pensamento crítico e agendas editoriais, com especial atenção dada às publicações impressas: revistas e livros da especialidade.

Os convidados desta conferência, marcada para 25 de novembro, são a arquiteta Maria Giudici, fundadora da Black Square, e atual editora da coleção AA Files, e Moisés Puente, editor da revista 2G e fundador da Puente Editores, que vão apresentar a sua arquitetura em papel e revelar as suas posições críticas sobre o estado atual da edição e da arquitetura na Europa.