Um ativista cristão norte-americano quer processar a NFL, exigindo uma indemnização de cerca de 800 biliões de euros por danos morais causados pelo espetáculo demasiado sensual, para o qual não foi alertado. Em causa está o concerto que juntou Shakira e Jennifer Lopez durante o intervalo da Super Bowl. Dave Daubenmire diz que um conteúdo daquele tipo é “pornográfico”, discrimina os valores que tem em sua casa e impede que as pessoas entrem “no reino dos céus”.

“Será que o espetáculo do intervalo não deveria ter tido classificação etária? Houve algum aviso de que o seu filho de 12 anos — cujas hormonas estão a começar a funcionar — iria assistir a algo que lhe poderia causar excitação sexual?”, questionou Dave Daubenmire num vídeo publicado na sua conta do Youtube.

O ativista, locutor de rádio online, denunciou que a “soft pornography” não deveria ter sido mostrada na televisão em horário nobre, muito menos sem um aviso, uma vez que impede as pessoas de “entrar no reino dos céus”. Daubenmire disse ainda que o evento foi “um exemplo de discriminação cristã, mais próprio de um clube de strip do que de um jogo de futebol” e que colocou a sua alma em perigo.

“Estou a falar a sério. Estou à procura de um advogado para acusar a Pepsi e a NFL por permitirem pornografia (…). O que vimos foi uma atuação de um clube de strip  no intervalo da Super Bowl”, afirmou o ex-comentador de futebol de Ohio.

Ao longo do vídeo, o ativista cristão foi acompanhando as suas acusações com passagens da Bíblia para as justificar. Para além disto, contou ainda com os comentários de alguns convidados que partilham a sua opinião.

O espetáculo de 15 minutos da Super Bowl foi visto por mais de 100 milhões de espectadores em todo o mundo e não foi cobrado pelas duas cantoras que atuaram. As suas vendas, no entanto, terão aumentado quase 900% desde domingo, segundo o ABC.

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