As Forças Armadas cabo-verdianas contam com 30 oficiais superiores, para cerca de 1000 operacionais, no Quadro Permanente (QP). Enquadram o novo Estatuto dos Militares, que vai permitir atualizar os salários.

O novo Estatuto dos Militares foi publicado a 7 de fevereiro pelo Ministério da Defesa, e refere que com o posto de major-general (categoria de oficiais generais) consta apenas um militar, no caso o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Anildo Morais. Seguem-se 30 oficiais superiores, dos quais 6 com o posto de coronel ou capitão-do-mar, 5 como tenente-coronel ou capitão-de-navio e 19 como major ou capitão-de-patrulha.

No total, entre oficiais, sargentos e praças do QP, as Forças Armadas de Cabo Verde contam com 433 militares de carreira, dos quais ainda 34 com o posto de capitão, 40 de primeiro-tenente, 35 de tenente e uma subtenente (categoria de oficiais subalternos). Constam ainda da lista permanente 205 militares entre os vários postos da classe de sargentos e 87 praças (cabos). Além dos 433 militares do QP, a listagem atualizada das Forças Armadas de Cabo Verde contabiliza ainda 69 elementos em Regime de Contrato, dos quais apenas quatro são soldados.

O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde destacou em janeiro que a organização militar atravessa “um bom momento da sua história”, desde logo face às “melhorias consideráveis nas condições de vida nos quartéis”, introduzidas em 2019, com a construção de infraestruturas, casernas, melhoramentos, novo fardamento e realização de missões e exercícios operacionais.

Será feito um investimento de 2,1 milhões de euros, nos próximos três anos, que permitirá  atualizar faseadamente os salários, mais de 20 anos depois. Contudo, “o grosso” do impacto financeiro desse processo será sentido este ano, com a disponibilização para o efeito de 120 milhões de escudos (mais de um milhão de euros).

Quer dizer que os militares de uma forma geral, depois de três anos, passarão a ter um vencimento condigno, o que de certa forma prestigia a instituição militar”, assumiu o CEMFA.

Acrescentou que após anos de défice de militares, atualmente os jovens cabo-verdianos estão a apresentar-se regularmente para o cumprimento do Serviço Militar Obrigatório. Atualmente, disse, a situação é mesmo de “excesso de jovens” que se apresentam nos quartéis.

Portanto, para nós, neste momento, já não é um problema [falta de militares], e há muitos que manifestam o desejam de continuar mais um período nas fileiras. É muito positivo”, sublinhou.