A Fretelin, maior partido de oposição no parlamento timorense, só aceita integrar um novo executivo, como solução à crise política do país, se o liderar, de acordo com as afirmações do chefe de bancada.

Sim, participaremos em qualquer Governo, mas o novo Governo deve ser formado pela Fretilin e liderado pela Fretilin com o primeiro-ministro ou chefe do executivo da Fretilin”, afirmou à Lusa, Aniceto Guterres Lopes.

Apesar de afirmar que a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) está aberta a diálogo com qualquer força política e de que “seria melhor um diálogo sem pré-condições”, o ex-presidente do Parlamento, diz que o partido deve liderar o novo executivo. Questionado sobre opções de coligação com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), partido de Xanana Gusmão e a maior força da coligação pré-eleitoral do atual Governo, Aniceto Lopes disse que a Fretilin está aberta a todas as opções.

A nível das lideranças ainda não houve contactos dos partidos. Esperamos a iniciativa do Presidente da República e vamos agora aguardar e esperar para ver que partidos querem abrir o diálogo”, sublinhou.

Depois do encontro com os líderes históricos do país, promovido pelo Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo (onde divulgou que, para si, as eleições antecipadas seriam o “último recurso”), o líder da bancada, Aniceto Guterres Lopes, afirmou que a Fretilin está pronta para ajudar a encontrar uma solução para a crise e recordou que o apelo de Lu-Olo “foi feito aos partidos e por isso qualquer aproximação ou qualquer contacto cabe aos partidos”.