O autoproclamado Presidente da Venezuela, disse esta quarta-feira que regressou ao seu país para fazer o que for necessário para alcançar o objetivo de derrubar a “ditadura” do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Isto não é um problema de esquerda nem de direita, é um problema de democracia“, disse, Juan Guaidó, sublinhando que “o mundo está consciente disso”.

Juan Guaidó falou para centenas de simpatizantes e embaixadores do país (que o apoiam), na Praça Bolívar de Chacao (leste de Caracas), naquele que foi o seu primeiro discurso após regressar de um périplo internacional (iniciado a 19 de janeiro), onde exclamou que a Venezuela vive “uma ditadura covarde porque não aceita o seu destino”.

O presidente do parlamento da Venezuela explicou que “os mecanismos de pressão contra a ditadura vão aumentar (…) por muito polémicos que sejam” e que “a ditadura deve entender” que a oposição não desistirá.

Venezuela. Juan Guaidó foi agredido à chegada a Caracas

Denunciou que nos confrontos ocorridos à sua chegada ao Aeroporto de Maiquetía, “atuaram grupos irregulares em cumplicidade com as forças de segurança do Estado”. Afirmou que órgãos de segurança venezuelanos são puros organismos repressivos da ditadura, mostrando-se solidário com os jornalistas agredidos.  Por outro lado, acusou o regime de ter tentado “pela força, com assassinatos políticos” dividir os partidos opositores e de ter inventado um escritório de advogados que não podem apelar ao Supremo Tribunal de Justiça.

Guaidó pediu à população que permaneça firme porque a Venezuela “vai renascer” e apelou para se manter as manifestações de protesto, depois de ter convocado uma sessão parlamentar extraordinária para esta quarta-feira. Anunciou também a criação do Fundo Venezuela para recuperar a indústria petrolífera e a infraestrutura do país “depois de começar a transição”.

A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, data em que Guaidó jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país. Portugal é um dos mais de 50 países que apoia o presidente do parlamento da Venezuela.