*Em atualização

A China reportou, nesta quinta-feira, 254 novas mortes e 15.152 novos infetados em 24 horas pelo novo coronavírus, o Covid-19. Este aumento recorde resulta, por sua vez, de uma alteração na metodologia da contagem.

A nova metodologia inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial. Ou seja, estavam até agora ausentes das estatísticas. Os atrasos no diagnóstico do vírus podem ser significativos, já que muitos pacientes chegam a ter de aguardar até uma semana pelos resultados dos exames em laboratório, que são enviados para Pequim.

Permitir que os médicos diagnostiquem diretamente os pacientes também permitirá que mais pessoas recebam tratamento, inclusive em vários hospitais construídos de raiz em Wuhan, especificamente para o tratamento de infetados com o Covid-19.

Até aqui, como explica o jornal norte-americano USA Today, a China apenas contabilizava como confirmados os casos de Covid-19 em que os pacientes tivessem sido testados positivamente nos exames específicos de deteção. No entanto, há uma “escassez” de kits de teste que fez com que as autoridades chinesas se apercebessem de que não seriam capazes de contabilizar devidamente o número de casos confirmados, se o método se mantivesse.

A explicação para a alteração no método de contagem foi dada na agência de notícias pública chinesa, a Xinhua. Segundo este meio de comunicação estatal, as autoridades chinesas aceitam agora como caso confirmado qualquer paciente que seja diagnosticado com o novo coronavírus por um médico ou outro profissional de saúde, mesmo que não tenha sido sujeita ao kit de teste específico para a deteção deste Covid-19.

A China diz esperar que este novo método permita tratar mais rapidamente as pessoas que exibirem sintomas da doença, que passarão a ser tratadas mais rápido, porque serão também mais rapidamente consideradas oficialmente pacientes infetados com o novo Covid-19.

A alteração na contabilização de casos de coronavírus também é, na verdade, a assunção de que o método anterior de contagem tinha problemas notórios, por só considerar pacientes infetados com coronavírus aqueles que as autoridades conseguiam testar com um kit específico criado para o efeito.