Os disfarces femininos do supermercado Carrefour estavam hipersexualizados. A acusação, feita por uma jornalista espanhola, foi levada a sério pela empresa francesa depois de muitas publicações correrem o Twitter e a distribuidora já não os tem à venda no seu site. A situação não é de agora, mas uma publicação de Ana Polo no Twitter a denunciar a ‘hipersexualização’ das profissões durante a época do Carnaval, juntando exemplos de disfarces disponíveis no Carrefour, gerou uma discussão sobre o tema nas redes socias, adianta o El País.

A multinacional decidiu mesmo retirar as peças do seu site, depois da polémica se ter instalado, acrescenta o jornal espanhol.

Nas várias imagens partilhadas pela jornalista espanhola podem ver-se desde fatos de polícia aos de presidiária, alguns deles a evidenciar decotes e minissaias.

Para Ana Polo, este tipo se disfarces denigrem a imagem da mulher enquanto profissional, deixando a ideia de que se trata, por exemplo, de uma “médica com quem podes ter sexo e não a profissional que te pode ajudar”, refere o diário espanhol.

“Falta um pouco de consciência feminista para ver que é mais uma maneira de nos usar como objetos sexuais”, disse Ana Polo, reforçando que apesar disso, as mulheres que usam os fatos “não devem ser julgadas”, diz o mesmo jornal.

O Carrefour adiantou que os produtos pertencem a um fornecedor externo com quem o supermercado tinha um contrato de venda na plataforma online, alegando que os mesmo tinham sido retirados após o conhecimento da situação, de acordo com o tweet do El País.