Cinco movimentos cívicos do Minho promovem este sábado, em Viana do Castelo, uma manifestação “pacífica” de contestação “aos projetos de mineração que o Governo tenciona lançar”, disse à Lusa fonte da organização.

O protesto, com início marcado para as 09:00, que visa “exigir ao Governo respeito pelos cidadãos”, é organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

Segundo o porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, Carlos Seixas, a “concentração começa às 09:00 junto ao edifício da Agência Portuguesa do Ambiente – Administração de Região Hidrográfica Norte, situado junto à pousada da juventude e Ponte Eiffel”.

A iniciativa prevê ainda uma “marcha, ao longo da frente ribeirinha de Viana do Castelo até ao centro da cidade, como forma de sensibilização da população”.

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“Queremos dizer que na Serra d’Arga não se fará nem um furo. Queremos dizer que este projeto de mineração não serve. Que o desenvolvimento local não se faz desta forma”, afirmou Carlos Seixas.

A Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.