A jornalista da TVI, Conceição Queiroz reagiu a um assalto no início do mês, em Lisboa, enquanto esperava a chegada de um táxi perto da avenida do Brasil. A jornalista, que é um dos rostos da informação do canal, assume que reagiu ao assalto e que isso podia ter-lhe custado a vida.

“Não se pode julgar quem está nestas situações. A única coisa que estava em causa era a minha vida e eu quero continuar a viver. Corri riscos, sim, mas o que seria se eu não reagisse da maneira que reagi, se eu tivesse mostrado medo, se eu tivesse recuado?!”, relatou ao Correio da Manhã (link para assinantes). Conceição Queiroz apresentou queixa na polícia e defende que “não se pode calar” situações deste tipo.

Conceição Queiroz relatou que os assaltantes — um grupo de cerca de 10 jovens — a reconheceram da televisão e lhe pediram dinehro. “A verdade é que eu só tinha 10 euros para o táxi e o meu cartão multibanco tinha expirado no dia anterior. Insistiram e um deles disse: ‘És mesmo gira, sabes o que podemos fazer contigo, não sabes?’”, explicou ao jornal acrescentando que “entrou no jogo deles”.

Sobre a hipótese de alguém a ter ajudado na altura, a jornalista diz que “ninguém a acudiu”. “Fartei-me de gritar, ninguém se aproximou, ninguém me acudiu. Enfrentei sozinha um bando de miúdos que podiam ter-me matado”.

Numa publicação feita no Facebook pessoal, Conceição Queiroz diz ainda que “a história não está acabada”, que “a polícia fez a sua parte” e que irá continuar “a lutar contra esta normalização da violência”.

Publicação no Facebook pessoal de Conceição Queiroz.

No momento do assalto, a solução encontrada pela jornalista foi fingir que tinha uma arma. “Tirei a mochila que tinha às costas num gesto brusco, meti a mão lá dentro, apontei para eles e disse que os matava”, contou explicando que à exceção de um dos assaltantes — que ainda a ameaçou com uma arma — todos fugiram com a atitude que tomou.