Trinta e cinco anos acabados de cumprir, 35 jogos oficiais entre clube e Seleção, 35 golos marcados. O encontro da Juventus frente ao AC Milan, a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Itália, nem estava a correr de uma forma particularmente brilhante para os bianconeri (longe disso até) quando o português arriscou fazer um golo de bandeira num pontapé de moinho, ganhou uma grande penalidade e fez o empate que deixou a equipa em vantagem para a segunda partida. Agora, de forma esperada e ao nono jogo, descansou.

Ronaldo está a ter um arranque de 2020 capaz de superar os melhores registos de uma carreira marcada sobretudo pelos muitos registos alcançados e, na receção ao penúltimo classificado Brescia, podia igualar os 11 jogos seguidos a marcar na Serie A de Gabriel Batistuta em 1994/95, já depois de ter superado o recorde do clube que pertencia a David Trezeguet (nove) e de ter chegado aos dez de Ezio Pascutti (Bolonha, 1962/63). E marcou 12 golos em oito encontros feitos este ano civil, entre Campeonato e Taça. No entanto, os compromissos no final de fevereiro e no arranque de março obrigaram a uma gestão que foi feita este domingo por Maurizio Sarri.

Depois desta receção ao Brescia, no mesmo dia em que Lazio e Inter se vão defrontar em Roma (de recordar que, depois da derrota da Juventus em Verona, os nerazzurri ficaram com os mesmos 54 pontos e os laziale subiram para os 53), a formação de Turim joga fora com a Spal e iniciar um ciclo complicado e de grandes decisões com os jogos frente a Lyon (fora, Champions), Inter (casa, Serie A), AC Milan (casa, Taça de Itália), Bolonha (fora, Serie A), Lecce (casa, Serie A), Lyon (casa, Champions) e Génova (fora, Serie A). Oito jogos em 28 dias que levaram a que Sarri, após conversar com Ronaldo, tivesse agora poupado o português diante do Brescia.

O andamento da partida acabou por dar razão a Maurizio Sarri, frente à equipa de Mario Balotelli que volta a estar envolvido numa polémica desta vez por ter sido alegadamente chantageado por uma jovem com quem teve relações quando era ainda menor: a Juventus dominou do início ao fim, foi criando e desperdiçando oportunidades, mas deu um passo de gigante ao minuto 38 para o regresso às vitórias quando Florian Ayé foi expulso por acumulação de amarelos e, na sequência do livre, Dybala inaugurou o marcador com um grande golo.

No segundo tempo, Cuadrado, após combinação com Matuidi na área, apontou o 2-0 final (75′) mas o grande momento acabou por ser outro: Chiellini, capitão da equipa bianconeri, regressou à competição após ausência de quase seis meses devido a um problema nos ligamentos do joelho, merecendo uma ovação de pé no Allianz Stadium quando substituiu o também central Bonucci… e recebeu de imediato a braçadeira.