Dezenas de piratas informáticos acederam a contas bancárias através de emails ou SMS falsos e furtaram mais de um milhão de euros a clientes, sobretudo do banco Montepio, a partir de Braga, avança o Jornal de Notícias. Já há 55 arguidos no caso que está a ser investigado pelo Ministério Público de Braga.

Segundo o jornal, o esquema começou em 2013, quando os hackers acederam à conta de depósito à ordem de um cliente do serviço de “internet banking” Net 24, do banco através do método de “phishing” (furto de dados bancários e pessoais). Transferiram 1.995 euros para a conta de um dos piratas, e levantaram logo a seguir 1.950 euros. Alguns dias depois, voltaram a levantar essa quantia na mesma conta e ainda na de outro cliente.

De acordo com o JN, ocorreram mais 55 casos de roubo. Só nesta fase, os hackers roubaram mais de 200 mil euros, lesando 47 pessoas ou empresas. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), o dinheiro circulava em contas de amigos ou familiares dos hackers em Portugal e no Brasil, que o levantavam e, depois, transferiam através de agências de câmbios para Braga.

O modus operandi consistia no envio de emails falsos de entidades bancárias aos clientes, que remetiam os seus dados e códigos de acesso convencidos de que eram contactados pelas verdadeiras entidades. O esquema prolongou-se até 2018, começando com um grupo de três homens — aos quais se foram juntando mais — que acediam às contas bancárias de clientes através da internet e furtavam quantias dos mil aos 10 mil euros.

Em alguns casos, avança o jornal, os clientes aperceberam-se da fraude e contactaram a entidade bancária a tempo de cancelar a transferência.