O Chelsea baniu vários adeptos do Manchester United que entoaram “cânticos homofóbicos” antes e durante o jogo de segunda-feira entre as duas equipas, em Stamford Bridge, avança a CNN. Segundo um comunicado partilhado pela equipa esta terça-feira, alguns dos adeptos foram proibidos de entrar no estádio ainda antes da partida enquanto outros foram expulsos durante o jogo. O Chelsea está a trabalhar em conjunto com os “red devils”, que também já emitiram um comunicado.

Este tipo de comportamento não será tolerado no Chelsea Football Club”, escreveu a equipa, acrescentando: “O clube é diversificado e inclusivo e irá adotar sempre medidas firmes contra qualquer forma de comportamento discriminatório”.

O clube londrino acrescentou ainda que está a trabalhar com o Manchester United para que os adeptos sejam devidamente punidos.

“Esses adeptos estão impedidos de entrar em todos os futuros jogos em Stamford Bridge, e em cooperação com o Manchester United demos-lhe os detalhes dessas pessoas para que a equipa possa adotar as medidas adequadas”, pode ler-se no mesmo comunicado.

O Manchester United também respondeu ao episódio num comunicado, partilhado na terça-feira, garantindo que o clube, o primeiro a inscrever-se na liga TeamPride, mantém um “longo compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão”.

Os nossos adeptos foram vocais como sempre ao mostrar apoio pela equipa na noite passada e apreciamos essa lealdade”, no entanto, “esta música contra o Chelsea FC – ou qualquer outro clube – cantada por alguns dos adeptos não segue os nossos valores”, pode ler-se.

Segundo a CNN, a Football Association, instituição que administra o futebol na Inglaterra, não está a investigar o caso, mas garantiu que levou as acusações a sério e que mantém conversas regulares sobre a linguagem discriminatória no futebol.

O encontro no qual Bruno Fernandes se estreou nos “red devils”, tendo destaque ao fazer a assistência para o golo de Harry Maguire, terminou com o resultado 2-0, com o Manchester United a sair vitorioso.