O habitual efeito “bola de neve” no futebol voltou a chegar ao Wolverhampton, depois da goleada na Liga Europa frente ao Espanyol. Diogo Jota, autor de mais três golos (já tinha acabado assim a fase de grupos com o Besiktas, naquele que foi o hat-trick mais rápido de sempre da competição) e considerado melhor jogador da semana pela UEFA, foi associado ao Manchester United. Rúben Neves, que marcou o golo da jornada com um remate de fora da área de primeira, surgiu de novo nas notícias como um antigo alvo de Manchester City e Liverpool. A formação mais portuguesa de Inglaterra dá nas vistas na Europa. Depois da Europa, queria dar nas vistas em Inglaterra.

Um, dois, três, hat-trick outra vez: Diogo Jota foi a figura da noite na goleada dos Wolves ao Espanyol

Depois do triunfo em casa com o Manchester City após uma grande reviravolta consumada nos instantes finais, o conjunto de Nuno Espírito Santo chegou a espreitar lugares mais altos na classificação mas uma série de apenas uma vitória e três empates em sete jogos desde o desaire com o Liverpool no último encontro de 2019 fez com que a equipa perdesse gás na Premier League. No entanto, e beneficiando da “embrulhada” que existe entre o quinto e o 11.º lugares, o regresso aos sucessos na receção ao último classificado Norwich permitiria uma subida à condição ao sétimo/oitavo posto, a um ponto do Tottenham de Mourinho – o adversário na próxima ronda.

Com Rui Patrício, Rúben Neves, João Moutinho e Diogo Jota no onze inicial (Rúben Vinagre, Pedro Neto e Daniel Podence começaram no banco), até foi o Norwich a fazer os primeiros remates no Molineux Stadium mas, quatro dias depois, voltou a aparecer o herói do momento: Diogo Jota, que já não marcava na Premier League desde o bis ao Brighton a 8 de dezembro e que não festejava em casa para a prova desde abril, inaugurou o marcador logo aos 19′ e fez também o 2-0 em cima da meia hora de jogo, numa altura onde os Wolves já dominavam.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Diogo Jota já tinha alcançado um feito notável na passada quinta-feira no confronto com a equipa da Catalunha, fazendo três golos noutros tantos remates e aumentando a eficácia de 100% contando com o encontro que fechou a fase de grupos da Liga Europa com o Besiktas: cinco golos nos últimos cinco remates tentados. Agora, contas feitas, o internacional português conseguiu marcar cinco golos em pouco menos de 100 minutos, provando em números a grande semana que atravessa… e fazendo apenas duas tentativas contra o último classificado do Campeonato para chegar a esse registo. Mais: o avançado marcou sete golos nos últimos sete jogos em casa. Esticando um pouco mais, dez golos nos derradeiros 12 encontros, os melhores números em Inglaterra.

Logo a abrir o segundo tempo, Diogo Jota continuou endiabrado e acabou por originar o terceiro golo dos Wolves, com um remate ao poste da baliza de Tim Krul que o atento Raúl Jiménez aproveitou depois para fazer a recarga e apontar o 3-0. Se o Norwich não parecia ter grandes argumentos para dar a volta, pior ficou com esse golo no arranque da metade final, o que levou mesmo Nuno Espírito Santo a poder fazer algumas poupanças e a tirar Jota logo aos 64′ (entrou Pedro Neto) para aquela que foi a grande ovação da tarde. Até final, Rúben Vinagre e o “poupado” Adama Traoré ainda entraram mas não mais o resultado voltou a funcionar, com o Wolverhampton a subir ao oitavo lugar com 39 pontos, a um de Sheffield United e Tottenha, a dois do Manchester United (que venceu o Watford com golo e assistência de Bruno Fernandes) e a cinco do Chelsea.