A Polícia de Segurança Pública (PSP), em comunicado, esclarece que a interrupção da circulação automóvel, ocorrida na 2.ª Circular, na madrugada do dia 23, envolveu cerca de 150 viaturas e 500 pessoas que cortaram completamente a via no sentido Aeroporto-Benfica “não permitindo a normal circulação rodoviária”.
“AUUUA 34 – R.I.P. – Luto por um amigo” era o que se podia ler nos cartazes exibidos nos vidros dos carros juntamente com as fotografias de Nuno Martins, Tino de Sousa e Júnior Costa, os três amigos que morreram sexta-feira num acidente trágico, perto do Aeroporto de Lisboa. As três vítimas mortais tinham entre 24 e 36 anos.

Segundo ainda a PSP, apesar de ter sido ordenado às pessoas ali concentradas que removessem as viaturas e desimpedissem a via rodoviária, “tal não sucedeu”, tendo os condutores abandonado as viaturas, o que obrigou ao corte da via nos dois sentidos. Apenas pelas 01h30, segundo ainda o comunicado, “foi possível desimpedir a via e reabri-la ao trânsito”, numa altura em que as filas já atingiam os três quilómetros.

A PSP, presente no local, acabou por não proceder à identificação dos condutores. As viaturas usadas para cortar o trânsito foram, posteriormente, identificadas através das matrículas. “Os comportamentos descritos, para além de constituírem ilícito contraordenacional, são passíveis de terem enquadramento criminal, por atentarem contra a segurança do transporte rodoviário”, confirma a PSP, acrescentando ainda que decorrem as “diligências adequadas para identificar os condutores das viaturas usadas para cortar a via rodoviária”, para se proceder na “área contraordenacional e criminal”. Também o ajuntamento de pessoas, segundo a polícia, deveria ter sido comunicado previamente à autoridade administrativa competente, “o que não se verificou”. O auto de notícia já foi, entretanto, remetido ao Ministério Público.