Aumenta a tensão na Síria. Pelo menos 29 soldados turcos morreram na noite de quinta-feira na sequência de um ataque aéreo conduzido por forças governamentais sírias, avançou um responsável turco. Trata-se do maior número de mortos entre as forças armadas turcas num só dia desde que a Turquia fez a primeira intervenção militar na Síria, em 2016.

Desde o início de fevereiro que a Turquia e as forças sírias, apoiadas pelo aliado Rússia, têm vindo a envolver-se em escaramuças nas zonas fronteiriças.

Rahmi Dogan, o governador da província turca de Hatay, que faz fronteira com a região síria de Idlib, disse que 29 militares foram mortos e muitos outros ficaram gravemente feridos no ataque, ao final do dia de quinta-feira (hora de Ancara). Pelo menos 39 soldados feridos foram encaminhados para os hospitais turcos para receber tratamento.

Pelo menos 50 militares turcos foram mortos em Idlib desde o início do mês.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, convocou uma reunião de emergência do conselho de segurança turco em Ancara, noticiou a agência estatal Anadolu. Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevult Cavusoglu, telefonou ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, para o informar da situação.

O porta-voz de Erdogan Ibrahim Kalin, que tem vindo a assumir um papel cada vez mais  influente nas questões de política externa, também falou com o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Robert O’Brien.

O ataque aéreo surge depois de uma delegação russa ter passado dois dias em Ancara para conversações com responsáveis da Turquia acerca da situação de Idlib, onde uma ofensiva governamental síria causou centenas de milhares de deslocados entre a população civil, fugindo em direção à fronteira turca.

A ofensiva também deixou cercados muitos dos 12 postos de observação militar que a Turquia mantém em Idlib.

O diretor de comunicações de Erdogan, Fahrettin Altun, disse que “todos” os alvos governamentais sírios conhecidos estão agora sob ataque de forças turcas, quer pelo ar quer por terra. Trata-se de uma resposta às mortes dos soldados turcos, precisou.