Dezanove por cento das 1.643 unidades de saúde existentes em Moçambique não possuem energia elétrica e 12% não têm fonte de água, segundo o Inventário Nacional sobre a Disponibilidade e Prontidão de Infraestruturas, Recursos e Serviços de Saúde.

O inventário do Instituto Nacional de Saúde, consultado pela Lusa, indica que 21% das unidades de saúde moçambicanas não possuem casa de banho.

De acordo com o levantamento, o país tem um rácio de menos de uma unidade de saúde por 10 mil habitantes, sendo a cidade de Maputo, Sul, a que apresenta menor rácio, e a província de Niassa, Norte, e Gaza, Sul, as que detêm o maior rácio.

A avaliação assinala que 79% das unidades de saúde dispõe de casas de banho para os doentes, 69% para trabalhadores e cerca de 46% possuem casas de espera para grávida.

O rácio de camas de internamento é de cinco por 10 mil grávidas e o rácio de camas de maternidade é de cinco por mil grávidas.

Em relação aos recursos humanos no Sistema Nacional de Saúde, seis profissionais de saúde estão para 10 mil habitantes, sendo a categoria de enfermeira de saúde materno infantil a categoria técnica mais frequente nas unidades sanitárias.

A proporção de unidades sanitárias que faz diagnóstico e manejo de doenças respiratórias crónicas é de 61% por cento e apenas 22% oferece o serviço de diagnóstico e manejo de diabetes.

O serviço de rastreio do cancro do colo do útero apresenta o índice de prontidão mais elevado (72%) e o serviço de diagnóstico e manejo de doenças respiratórias crónicas e cardiovasculares tem o índice mais baixo (32 por cento).

Os resultados deste trabalho edificam evidências indispensáveis para a planificação dos serviços de saúde, assim como para a monitorização contínua dos serviços prestados e recursos disponíveis”, refere-se no documento.

O inventário mostra ainda que deve ser dada uma atenção especial à prontidão dos serviços de saúde, incluindo na provisão de serviços preventivos, curativos e de apoio, refere o levantamento.