O Governo pretende lançar mais quatro concursos de concessão no âmbito do programa Revive ainda no primeiro semestre de 2020, nos distritos de Setúbal, Lisboa e Coimbra, anunciou esta segunda-feira a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

A governante falava em Oeiras (distrito de Lisboa), na cerimónia de assinatura do contrato de concessão para a reabilitação e exploração do Paço Real de Caxias, como estabelecimento hoteleiro, com a concessionária IMOBIMACUS – Sociedade Administradora da Imóveis, SA, do Grupo Hotéis Turim.

No futuro próximo, ainda no primeiro semestre de 2020, pretendemos lançar mais quatro concursos de concessão: em Sesimbra, no Santuário do Cabo Espichel; em Cascais, no Forte de São Pedro do Estoril e Forte de São Teodósio da Cadaveira; e em Coimbra, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova”, informou a secretária de Estado.

De acordo com Rita Marques, os quatro concursos “testemunham o caráter transversal do programa” Revive, tendo como objetivo a coesão territorial.

Até ao momento foram lançados 21 concursos de concessão, encontrando-se em aberto o concurso relativo ao Palacete dos Condes Dias Garcia, em S. João da Madeira, integrado na segunda fase do programa; da Quinta do Paço de Valverde, em Évora, e do Forte da Barra de Aveiro, em Ílhavo.

“Dos 49 imóveis que foram identificados, no programa Revive, já foram lançados 21 concursos de concessão, sendo que estão adjudicadas 14 concessões num investimento total de 118 milhões de euros”, sublinhou a secretário de Estado do Turismo.

Segundo o Governo, o Paço Real de Caxias, em Oeiras, “é entregue por 50 anos à empresa que apresentou a proposta vencedora no concurso, que deverá pagar ao Estado uma renda anual de 216 mil euros pela concessão e assegurar o investimento de recuperação do imóvel estimado em cerca de 11,6 milhões de euros”.

Este foi o 12.º imóvel a ser adjudicado no âmbito do Revive, uma iniciativa conjunta das áreas governativas da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias.

O Paço Real de Caxias localiza-se em frente à linha de costa, foi construído em meados do século XVII, por iniciativa do infante D. Francisco de Bragança, e foi concluído pelo rei D. Pedro V, que o utilizou como residência de férias da família real.

Inicialmente incluía a quinta, os jardins geométricos de influência francesa, inspirados nos do Palácio de Versalhes, e a cascata da segunda metade do século XVIII. Destacam-se ainda diversas esculturas nos jardins, os tetos pintados e os azulejos azuis e brancos na fachada do edifício principal.

A área bruta total de construção é cerca de 5.816,93 metros quadrados, que permitirá a instalação de um hotel com cerca de 120 quartos num local classificado com Imóvel de Interesse Público desde 1953.

A unidade hoteleira deverá abrir portas em 2022.