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O candidato Wilson Manafá apresentou lista às eleições e tem apoios de peso (a crónica do Santa Clara-FC Porto)

Este artigo tem mais de 2 anos

FC Porto jogou pouco e jogou curto mas jogou o suficiente para bater o Santa Clara (0-2). Manafá foi titular, marcou e apresentou candidatura ao onze com apoio de Corona, que rende mais no meio-campo.

O lateral direito abriu o marcador ainda na primeira parte
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O lateral direito abriu o marcador ainda na primeira parte

LUSA

O lateral direito abriu o marcador ainda na primeira parte

LUSA

O FC Porto vive um momento único em quase 30 anos. Pela primeira vez desde 1991, Jorge Nuno Pinto da Costa terá um adversário no próximo ato eleitoral. Mais: pela primeira vez desde que é presidente, desde 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa terá mais do que um adversário no próximo ato eleitoral. Entre domingo e segunda-feira, em menos de 24 horas, José Fernando Rio e José Martins Soares anunciaram ambos as respetivas candidaturas à presidência do FC Porto. Um é um nome novo, o outro é um reincidente que tinha sido até agora o único corajoso — juntos, são a confirmação de que a liderança do presidente de há quase 40 anos começa a, está a ser e será questionada.

Algo que, ainda assim, não afetava diretamente a equipa principal de futebol: mas que revelava, pela primeira vez em décadas, que o unionismo e a unanimidade aparentemente vitalícia no FC Porto poderia ter um fim. E o principal motivo para esse fim era um fator que, esse sim, afetava diretamente a equipa principal de futebol. Esta segunda-feira, depois do anúncio de Fernando Rio e antes do de Martins Soares, a imprensa desportiva desdobrava-se sobre os problemas financeiros dos dragões — que podem obrigar a um desmembramento da equipa de Sérgio Conceição já no verão.

Ficha de jogo

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Santa Clara-FC Porto, 0-2

23.ª jornada da Primeira Liga

Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, Açores

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

Santa Clara: Marco, Sagna, Fábio Cardoso, João Afonso, Sanussi, Lincoln, Anderson Carvalho, Francisco Ramos (Crysan, 82′), Carlos Jr (Diogo Salomão, 86′), Costinha (Ukra, 77′), Thiago Santana

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Suplentes não utilizados: André Ferreira, Rashid, Candé, Zé Manuel

Treinador: João Henriques

FC Porto: Marchesín, Manafá (Pepe, 84′), Mbemba, Marcano, Alex Telles, Corona (Romário Baró, 67′), Danilo, Sérgio Oliveira, Otávio, Marega (Nakajima, 90′), Soares

Suplentes não utilizados: Diogo Costa, Aboubakar, Loum, Fábio Silva

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Wilson Manafá (37′), Marcano (76′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Wilson Manafá (45′), a Otávio (63′), a Marco (70′), a Soares (72′), a Anderson Carvalho (89′)

Entre Danilo, Otávio, Alex Telles e Jesús Corona, são vários os candidatos a uma saída na próxima janela de transferências. Uma saída com vista a um encaixe financeiro obrigatório e urgente cuja necessidade é o principal impulso para o surgimento das candidaturas de José Fernando Rio e José Martins Soares, numa espécie de ciclo que começa e termina no mesmo sítio. Esta segunda-feira, entre candidatos e candidaturas a saídas e entradas, o FC Porto visitava o Santa Clara nos Açores com o objetivo das últimas semanas: ganhar, pressionar o Benfica e esperar por um deslize dos encarnados com o Moreirense para ficar em primeiro lugar.

Dias depois da eliminação nos 16 avos de final da Liga Europa, às mãos de um Bayer Leverkusen superior em toda a linha que destruiu uma teórica “dimensão europeia” do FC Porto, os dragões tinham no regresso de Danilo Pereira à titularidade mais de um mês depois a principal boa notícia. Luis Díaz e Zé Luís, ambos lesionados, abriam espaço às entradas de Manafá e Soares no onze, já que Corona deixava a direita da defesa e passava a ocupar um lugar no setor intermédio. O jogador mexicano, um dos mais influentes na equipa a par de Alex Telles e Otávio, subia no terreno para tentar oferecer as soluções ofensivas e a criatividade que tem faltado ao grupo de Sérgio Conceição.

Em Ponta Delgada, o FC Porto ia ficando em vantagem logo aos três minutos, quando João Afonso intercetou um cruzamento para a própria baliza e viu o guarda-redes Marco evitar um autogolo ao defender para o poste (3′). O lance protagonizado pelo central açoriano, que não foi propriamente uma oportunidade criada pelos dragões, seria mesmo a jogada mais perigosa da equipa de Sérgio Conceição durante praticamente toda a primeira parte. O FC Porto tinha mais bola, mais posse e mais controlo mas não conseguia transformar nenhum desses fatores em oportunidades ou ocasiões: as transições raramente chegavam a Soares ou Marega, que estavam persistentemente isolados nos últimos 30 metros adversários, e Corona e Otávio raramente conseguiam desequilibrar nas alas. O treinador dos dragões não estava longe dessa realidade e colocou Romário Baró e Nakajima a aquecer desde muito cedo, com a clara noção de que a equipa precisava de uma injeção de rebeldia que pudesse romper com as linhas açorianas.

Do outro lado, e quando aos 20 minutos o FC Porto ainda não tinha feito qualquer remate, o Santa Clara começou a ganhar confiança e conforto para subir os setores e avançar no terreno, à procura principalmente das costas de Wilson Manafá, que perdeu a bola seis vezes nos primeiros dez minutos. O primeiro aviso surgiu com uma tentativa de remate acrobático de Marco (18′), depois de um cruzamento a partir da direita, e a segunda oportunidade esbarrou com estrondo na trave, na sequência de um livre direto cobrado por Costinha (33′). Acabou por ser no melhor período do Santa Clara, quando a equipa de João Henriques começou a fazer o que o FC Porto ainda não tinha conseguido — chegar com perigo à grande área adversária e deixar em trabalhos a defesa contrária –, que os dragões acabaram por abrir o marcador no primeiro remate enquadrado que fizeram.

Num lance totalmente inédito e numa movimentação que ainda não tinha sido testada, Wilson Manafá saiu da ala direita para explorar o jogo interior da faixa central e tabelou com Sérgio Oliveira. O lateral recebeu mais à frente e rematou na diagonal, à saída de Marco, inaugurando o marcador (37′) e retirando alguma da ansiedade que já era visível nos rostos que estavam no banco de suplentes do FC Porto. Até ao intervalo, o mesmo Manafá viu Carlos Xistra mostrar-lhe o cartão vermelho direto, depois de uma entrada dura sobre Costinha, mas o árbitro de Castelo Branco acabou por voltar atrás na decisão depois de consultar as imagens do VAR.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Santa Clara-FC Porto:]

No início da segunda parte, o FC Porto precisava de fazer algo mais para evitar sofrer até ao fim do jogo. Perante um Santa Clara atrevido e a jogar de igual para igual, a equipa de Sérgio Conceição já tinha feito o mais difícil — marcar um golo — mas precisava ou de cerrar fileiras na perfeição ou de aumentar a vantagem para gerir a partida. De uma forma ou de outra, era necessário subir alguns níveis face àquilo que foi mostrado durante o primeiro tempo.

Não foram precisos muitos minutos, porém, para perceber que a opção tomada tinha sido a primeira. O FC Porto ia circulando a bola, mantendo o controlo dos desígnios da partida e a posse que permitia manter o Santa Clara afastado da grande área de Marchesín. Para isso, muito contribuía Danilo, que apesar de não estar ainda com o ritmo competitivo natural e a que nos é habituou confere uma segurança maior ao setor intermédio da equipa. Com Sérgio Oliveira e Danilo, apesar da qualidade de Uribe, os dragões constroem a partir de uma linha inicial mais concisa e defendem com a confiança de terem dois jogadores certinhos à frente dos centrais.

O Santa Clara não desistia do resultado, até porque o FC Porto não dava mostras de querer ser demolidor e cometia erros que permitiam aos açorianos sonhar com a conquista de pontos frente a um dos “três grandes”. Depois de Costinha na primeira parte, foi Lincoln a acertar novamente nos ferros da baliza de Marchesín, com um livre direto batido de pé esquerdo onde o guarda-redes dos dragões nunca chegaria (54′), e a equipa de João Henriques criava perigo principalmente através de lances de bola parada de que ia beneficiando.

A melhor oportunidade para o FC Porto aumentar a vantagem acabou por aparecer, tal como tinha acontecido na primeira parte, algo caída do céu. Num lance que parecia inofensivo, Marco atingiu Otávio com o joelho dentro da grande área e Carlos Xistra assinalou grande penalidade — o médio brasileiro chegou a estar inanimado mas recuperou rapidamente. Na conversão, porém, Alex Telles acertou no poste (76′) e falhou a possibilidade de acrescentar mais um número à já longa lista de golos que leva esta temporada na conta pessoal. O golo só tardou mais dois minutos, já que Marcano acabou por conseguir aumentar a vantagem de cabeça na sequência de um livre batido na perfeição por Sérgio Oliveira (76′).

Apesar do jogo pouco conseguido e imensamente complexo, face ao mérito do Santa Clara e à boa organização dos açorianos, o FC Porto venceu nos Açores graças à tremenda eficácia (dois remates à baliza, dois golos) e ficou à condição no primeiro lugar da Liga, já que à hora do apito final o Benfica estava ainda empatado sem golos na Luz com o Moreirense. Os dragões somaram a sexta vitória consecutiva no Campeonato, Sérgio Oliveira esteve em destaque com as duas assistências a uma consistência que tem estado patente sempre que está disponível mas acabou por ser Wilson Manafá, que abriu o marcador num bom movimento e acabou a ser substituído em dificuldades físicas, a mostrar-se a Sérgio Conceição. Em dias de candidaturas e onde muito se falou de eleições, o lateral direito parece ter apresentado a lista para entrar de vez no onze inicial do FC Porto: afinal, Corona rende mais quando joga no meio-campo, Manafá responde bem a defender e a atacar e a solução de jogar com ambos parece ser cada mais uma opção que Conceição vai levar a sério.

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