A Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25 manifestou esta segunda-feira o seu desagrado face ao conteúdo da pretensa proposta de Portaria que determina “descontos de quantidade” na utilização de algumas Scut.

“Conclui-se, mais uma vez, que o Ministério das Finanças desconhece o que deve ser entendido como a mais lesiva prática anticompetitiva existente no interior do país e desconhece o estudo das Infraestruturas de Portugal para a manutenção das receitas finais das Scut se o desconto direto não ultrapassar os 35%”, refere, em comunicado, a Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25.

Os responsáveis por este movimento realçam que nem os residentes da Beira Interior “são meros consumidores que procuram descontos pela quantidade, nem o serviço básico de mobilidade disponível por aquelas Scut deve ser onerado”.

Adiantam que a convergência interior-litoral não se combate com “mais medidas avulsas” que continuam a impor limites à mobilidade no território da Beira Interior e que mantêm o preço final das portagens, mesmo com descontos de quantidade, os mais caros do país.

A Plataforma espera que o senhor primeiro-ministro reveja, em tempo, a dita proposta da Portaria, de forma a que se caminhe para a reposição da justiça e do modelo para o qual as Scut foram construídas, a abolição total das portagens”, lê-se na nota.

Além disso, sustentam que o modelo de descontos tornado público não corresponde ao espírito da recente reunião que a Plataforma teve com a ministra da Coesão, Ana Abrunhosa.

“Nem é simples, nem tem impacto visível no orçamento das pessoas e sobretudo dos turistas, pelo que só pode resultar da falta de sensibilidade do Ministério das Finanças e de uma falha de atenção do senhor primeiro-ministro. Ainda assim, a Plataforma considera que esta Portaria, com todas as limitações que se lhe aponta, só é possível face à pressão que se tem feito, pressão essa que se vai manter e intensificar, não havendo alterações à mesma proximamente“, concluem.

A Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.