O secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, apelou esta quinta-feira aos produtores para que pensem “de uma maneira mais aberta”, procurem financiamento em “contactos internacionais” a quem apresentem “histórias vencedoras”.

Não estamos a viver uma idade do ouro do audiovisual em Portugal. Estamos a viver uma oportunidade de um caminho que pode começar agora”, afirmou Nuno Artur Silva, no encerramento do sexto Encontro de Produtores Independentes de Televisão, hoje, em Lisboa.

Para o secretário de Estado, “há na História de Portugal mil histórias para acionar, do ponto de vista das séries, dos filmes, dos documentários”, e o desafio dos produtores é conseguir apresentar “uma ideia vencedora” a novos financiadores, nomeadamente as plataformas de exibição em streaming.

Quanto à transposição de uma diretiva europeia sobre obrigações de investimento de serviços media e audiovisuais, a denominada Diretiva AVMS que irá afetar empresas como a Netflix e a HBO, Nuno Artur Silva defende que os produtores portugueses devem “ter projetos que entusiasmem as plataformas”.

Eles não olham para o nosso mercado com essa curiosidade. Por muito que nos custe, temos feito um caminho num certo circuito do cinema de autor, no mercado das telenovelas, mas não temos feito em telefilmes, séries, documentários. Aí é que há oportunidade”, defendeu.

No entender do secretário de Estado, enquanto a tutela trabalha na transposição da diretiva europeia, os produtores portugueses de cinema e audiovisual têm de “encontrar relações estáveis com países e mercados que estejam disponíveis para trabalhar” com eles.

E deu os exemplos do que já aconteceu com a produção das séries “Auga Seca” e o telefilme “Conexão”, ambos em coprodução entre a RTP e Espanha.

Em entrevista no sábado passado ao jornal Público, Nuno Artur Silva afirmou que o trabalho de transposição da diretiva europeia AVMS deverá ficar concluía até ao final do ano.