Quando apresentou, em meados de Setembro de 2018, a sua plataforma MEB, específica para veículos eléctricos, o Grupo Volkswagen fez logo saber que o investimento era enorme, com a vantagem de permitir conceber quer veículos tipo Golf, com 4,3 metros de comprimento, quer crescer e acomodar até o Pão de Forma, tanto na versão de carga como de passageiros, o que implica um comprimento superior a 4,8 metros. Mas quando questionámos os técnicos presentes sobre a possibilidade de fazer encolher a plataforma, para adaptá-la a um veículo da bitola do e-up!, a resposta foi igualmente positiva.

Passado cerca de ano e meio, o COO da Volkswagen, Ralf Brandstätter, confirmou numa entrevista à revista Car que a MEB vai mesmo ser utilizada para produzir um pequeno citadino eléctrico, com pouco mais de 3,5 metros. O novo veículo não irá diferir muito dos actuais e-up!, Mii Electric e Skoda Citigoe iV, por fora, uma vez que a ausência do mais volumoso motor de combustão e caixa de velocidades irá permitir conceber uma frente mais curta, com a economia de espaço a favorecer o volume dentro do habitáculo.

Ainda segundo Brandstätter, a plataforma MEB vai permitir uma economia de 40% face à utilização de uma arquitectura convencional, como a que agora é utilizada no e-up!, que inicialmente nasceu para montar mecânicas a gasolina. A diferença de custos é brutal, mas será esta economia que justifica o facto de as marcas do grupo alemão voltarem a apostar forte nos citadinos. De recordar que, no passado, os alemães chegaram a ponderar terminar com o modelo, o que só não aconteceu por necessitarem dele, mas em versão eléctrica, para reduzir a média das emissões de CO2 das respectivas gamas.

Em matéria de preço, o responsável da Volkswagen aponta para valores a baixo dos 20.000€, ou seja, ligeiramente abaixo do actual do e-up!. A diferença é que, segundo se depreende das palavras do COO, desta vez a construtor alemão pretende ter um lucro aceitável no seu mini citadino eléctrico, ao contrário do que acontece agora.

O novo mini eléctrico, que se deverá denominar ID.1, deverá ser comercializado a partir de 2023, o que deixa espaço para o ID.2, uma espécie de Polo eléctrico a bateria ainda e sempre com base na plataforma MEB.