A Direção Geral de Administração Escolar portuguesa está a acompanhar a situação da Escola Portuguesa de Díli, seriamente danificada nas cheias de sexta-feira passada, e vai acionar apoios para recuperação.

“A Direção da Escola encontra-se a avaliar os estragos e a proceder à limpeza das áreas afetadas, prevendo-se que durante a próxima semana o estabelecimento possa reabrir”, indicou o Ministério da Educação português, numa nota enviada à Lusa.

“A Direção da Escola está ainda a elaborar um relatório final dos estragos para análise do Ministério da Educação, em Portugal, para que sejam ponderadas medidas a acionar de apoio à recuperação do edificado e das áreas subjacentes”, acrescentou, na mesma nota.

O diretor da Escola Portuguea de Díli disse à Lusa que as operações de limpeza continuam a decorrer e um relatório preliminar vai ser enviado em breve para Lisboa, com um custo estimado da recuperação.

Sem precisar o valor estimado antes da informação ser comunicada a Lisboa, Acácio de Brito indicou que “é um valor muito elevado” devido ao grau de destruição.

Temos aqui a trabalhar uma equipa das forças de defesa (FDTL) e da polícia, com empresas contratadas, professores e funcionários”, destacou.

“Estamos agora na parte de cima da escola, mas próximo da ribeira, onde há muita lama, pedras e terra”, referiu.

Acácio de Brito disse que há várias salas “completamente destruídas, com perda de equipamentos, arquivos”, danos sérios na biblioteca, que “ficou reduzida a um terço”, e danos em outros equipamentos importantes, incluindo laboratório, sala de música, cozinha e cantina.

O Conselho Pedagógico reuniu já e vai ser enviada uma carta, com um filme dos danos, “porque só vendo se tem a noção do grau de destruição”.

Em termos da atividade escolar em si, o diretor adiantou que o fecho vai ser “reavaliado na sexta-feira” e que os professores e coordenadores de departamento estão a preparar um acompanhamento dos alunos com exames.

Vai ser preparado um espaço seguro para poder atribuir tarefas e indicações aos alunos, indicou.

Acácio de Brito lembrou que devido ao risco da Covid-19 é preciso ter segurança adicional na escola, e recomendou aos pais e aos alunos que não venham à escola, que não consegue oferecer atualmente condições adequadas.

Várias escolas de Díli foram afetadas pelas cheias que causaram um morto e afetaram mais de 10 mil pessoas na zona central e leste da cidade.