O presidente do Sindicato de futebolistas de Itália, Damiano Tommasi, considerou esta segunda-feira ser “prematuro” falar de redução salarial aos futebolistas e que se deve, antes, quantificar os prejuízos económicos.

“É uma questão sobre a qual falaremos quando chegar o momento, não agora. Agora falamos se os campeonatos podem terminar e ainda não quantificámos os prejuízos financeiros”, adiantou Tommasi.

O dirigente sindical lembrou que a situação atual é excecional em todo o mundo e não só no futebol ou no desporto em geral.

O que podemos fazer é estar preparados e considerar todas as hipóteses, sem prejuízos ou interesses pessoais”, justificou, defendendo que todos os setores devem estar alinhados perante a crise sanitária que se vive.

A Itália é o país com maior número de mortos infetados pelo novo coronavírus, com 5.476 pessoas, e o segundo país, a seguir à China, com maior número de casos registados, com a infeção de cerca de 59.000 pessoas.

De momento não é possível saber se, e quando, se poderá retomar a atividade desportiva e terminar a época. Há várias hipóteses e todas plausíveis”, disse ainda.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 23 mortes e 2.060 infeções confirmadas. O país está em estado de emergência desde as 0h de quinta-feira e até às 23h59 de 2 de abril.