O número de mortes registadas no Reino Unido por infeção pelo novo coronavírus subiu para 422 mortes até às 13h desta terça-feira, confirmou o Serviço Nacional de Saúde britânico. É a maior subida de fatalidades registada no Reino Unido.

Até às nove da manhã, 8.077 pessoas testaram positivo para o SARS-CoV-2. Das 87 mortes registadas esta terça-feira, 83 aconteceram em Inglaterra, elevando o número de fatalidades nesse país para 386. Todos pertenciam a um dos grupos de risco. A vítima mais jovem tinha 33 anos; a mais velha tinha 103.

Em conferência de imprensa — a primeira totalmente virtual, com os jornalistas a fazerem perguntas em vídeo — Matt Hancock, secretário de Estado da Saúde, anunciou um programa de voluntariado para o Serviço Nacional de Saúde (em inglês, NHS) e pediu 250 mil pessoas “em boa saúde para ajudar o NHS em compras e na entrega de medicamentos e para ajudar os que estão em isolamento para proteger a sua saúde”.

O secretário explicou que 11.788 antigos funcionários do NHS concordaram em voltar para o serviço para ajudar a combater a crise de saúde pública no país, incluindo 2.660 médicos, mais de dois mil outros membros da equipa clínica e 6.147 enfermeiros. Além disso, 5.500 estudantes finalistas de medicina e de enfermagem vão entrar nas equipas do SNS britânico.

Matt Hancock  pediu ainda aos britânicos para seguirem à risca as indicações dadas esta segunda-feira por Boris Johnson.

Não são pedidos, são regras. Devem ficar em casa, excepto para comprar comida, por razões médicas, para fazer exercício ou para trabalhar. Percebemos quão difíceis estes passos são. Pedimos a vossa paciência, mas pensamos que o público sabe que isto é importante e que estas medidas são vitais”.

Em conferência de imprensa, o secretário da Saúde anunciou ainda a abertura de um hospital em Excel Centre, Londres, com capacidade para quatro mil pessoas. O Hospital de Nightingale está a ser montado pelas forças militares.