O Governo de Espanha fechou esta quarta-feira um negócio com a China no qual, em troca de 432 milhões de euros, receberá de forma espaçada uma quantidade avultada de materiais essenciais para o combate ao coronavírus.

De acordo com o El Español, o acordo incluiu um contrato com três empresas que prevê a produção de 550 milhões de máscaras cirúrgicas durante o prazo de oito semanas, sendo a sua distribuição feita durante dois meses; 5,5 milhões de testes rápidos ao novo coronavírus, a serem produzidos por duas empresas chinesas; um total de 11 milhões de luvas a serem produzidas por duas empresas no espaço de quatro semanas; além de de 950 ventiladores hospitalares.

O acordo foi fechado depois de o Presidente de Governo de Espanha, Pedro Sánchez, e o Presidente da China, Xi Jinping, terem feito uma videoconferência nos últimos dias — seguindo-se, depois dessa reunião ao mais alto nível, outros “encontros virtuais” com vários ministérios espanhóis e os seus homólogos chineses.

A notícia surgiu esta quarta-feira e foi anunciada na mesma conferência de imprensa em que foi confirmado que o número de mortos pela Covid-19 em Espanha está atualmente nos 3.434 após a morte de 443 pessoas nas últimas 24 horas — um salto que colocou pela primeira vez desde o início do surto o país vizinho em segundo lugar na lista dos países com mais mortos, à frente da China (3.281 casos) e atrás de Itália (6.820).

Também esta quarta-feira, o El País publicou uma entrevista à presidente da Comissão Europeia em que esta anunciava que, após um concurso público conjunto de 25 países da União Europeia e gerido por Bruxelas, foram programadas encomendas que preveem a chegada à cada um daqueles países de artigos como luvas ou máscaras.

Ursula von der Leyen demonstrou otimismo em relação a esse processo, dizendo: “Cobrimos todas as necessidades e inclusive conseguimos mais material do que aquele que necessitávamos”

Ursula von der Leyen sobre compra de material de proteção: “Conseguimos mais do que aquele que necessitávamos”