As autoridades iranianas estão a procurar 54 detidos que fugiram de uma prisão em Cavale, no oeste do Irão, informou este domingo a agência de notícias Irna.

A fuga coletiva, encetada na sexta-feira da prisão de Saqqez, na província do Curdistão, envolveu 74 detidos, mas 20 foram capturados ou entregues, informou a agência, citando um oficial da força militar regional.

De acordo com a Irna, citada pela agência France-Presse, quatro guardas da prisão, relacionados com a fuga, foram presos.

Esta é a segunda fuga coletiva, depois de em 20 de março, primeiro dia do ano no calendário iraniano, ter sido relatada a fuga de 23 detidos de uma prisão em Khorramabad, capital da província de Lorestan, durante um motim quando guardas listavam os prisioneiros abrangidos por um perdão no âmbito das comemorações do Ano Novo.

A autoridade judicial iraniana havia anunciado dois dias antes que “aproximadamente 10.000 detidos seriam libertados” no país ao abrigo da amnistia validada pelo guia supremo iraniano Ali Khamenei.

A medida visava, segundo as autoridades judiciais, “reduzir o número de presos, levando em conta a situação delicada do país”, mas sem haver uma referência explícita ao novo coronavírus.

O Irão é um dos países mais afetados pela epidemia de covid-19, doença que já matou oficialmente mais de 2.600 pessoas naquele país.

Segundo a agência Irna, outros motins acontecerem desde o dia 21 nas prisões de Hamedan, Tabriz e Aligoudarz (Lorestan), no oeste do Irão.

A ordem foi restaurada sem que nenhum detido tenha conseguido escapar, mas um detido foi morto e outro ferido nos confrontos em Aligoudarz.

As autoridades judiciais revelaram ainda que 85.000 detidos receberam autorização de saída durante duas semanas durante as comemorações do Ano Novo iraniano (este ano de 19 de março a 3 de abril), para atenuar a sobrelotação e reduzir a propagação de doenças nas prisões.