Mais nove residentes e funcionários do Centro de Apoio Social de Oeiras, do Instituto de Ação Social das Forças Armadas, tiveram um teste positivo à Covid-19, após outro residente ter dado positivo no domingo, disse esta segunda-feira fonte da instituição.

No domingo, um residente “foi testado positivo e até este momento [13h45 em Lisboa] são mais nove testes positivos, divididos entre residentes e colaboradores”, disse à Lusa a mesma fonte.

Sublinhando não conseguir precisar quantos funcionários e quantos residentes realizaram os testes à Covid-19, a fonte assegurou, contudo, que estão a ser tomadas todas as medidas necessárias, nomeadamente “os controlos de sintomas” que possam indiciar a doença.

O Centro de Apoio Social de Oeiras, uma das estruturas do​​​​​​​ Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), tem 295 residentes e cerca de 200 colaboradores.

O Ministério da Defesa Nacional confirmou no domingo a existência de um caso positivo de Covid-19 no Centro de Apoio Social de Oeiras (distrito de Lisboa) e, em comunicado, afirmou que “estão a ser testados os enfermeiros, auxiliares de ação médica, residentes e funcionários de limpeza que possam ter tido contacto com o caso positivo”, mantendo um acompanhamento permanente da situação.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 396 mil infetados e perto de 25 mil mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.779 mortos em 97.689 casos confirmados até domingo.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 7.340, entre 85.195 casos de infeção confirmados até esta segunda-feira, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (143.055).

Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%). Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 0h de 19 de março e até às 23h59 de 2 de abril. Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.