O sindicato dos trabalhadores civis das Forças Armadas pediu esta segunda-feira a intervenção urgente do Governo para garantir a “manutenção de todos os postos de trabalho” na OGMA, face à crise causada pela pandemia da Covid-19.

O Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFA’S) denuncia, em comunicado, que a empresa está, desde o final da semana passada, a “solicitar a vários trabalhadores a utilização de férias e descansos compensatórios“, alegando com “uma quebra já acentuada na produção, por falta de material e por adiamento/cancelamento de encomendas”.

É uma solução injusta, pois são os trabalhadores a arcar com o prejuízo da redução de tempos reservados ao seu descanso ao lazer”, lê-se no comunicado.

O sindicato alegou ainda que, “a muito curto prazo”, a OGMA, SA poderá reunir as condições necessárias para poder recorrer ao mecanismo de ‘lay-off simplificado criado pelo Governo”, uma hipótese que “seria altamente lesiva para os interesses dos trabalhadores”, da empresa, do setor da Defesa Nacional e do tecido industrial do país.

Face à situação, o STEFFA’s escreveu ao ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, a pedir “uma intervenção com caráter de urgência”, da parte do “Estado, enquanto acionista da OGMA”.

O objetivo é que, “em articulação com a Administração da empresa”, todos os “trabalhadores não imprescindíveis” sejam colocados “em situação de licença remunerada a 100%, assegurando a manutenção de todos os postos de trabalho”.