O secretário-geral da NATO anunciou esta terça-feira a constituição de um comité composto por dez personalidades de países membros que terão por missão refletir sobre o futuro da Aliança Atlântica e o reforço do processo político no seio da organização.

A decisão de lançar um processo de reflexão sobre o futuro da NATO foi tomada pelos líderes dos aliados na cimeira realizada em Londres no ano passado e surgiu na sequência de um pedido de França, à luz das polémicas declarações do Presidente francês, Emmanuel Macron, quando este declarou que a Aliança estava em “morte cerebral”.

Segundo o secretário-geral da NATO, o grupo de especialistas – cinco homens e cinco mulheres – irá apoiar o seu trabalho de reflexão com vista a reforçar a dimensão política da Aliança.

De acordo com Jens Stoltenberg, o objetivo desta reflexão conjunta é de emitir recomendações no sentido de “reforçar a unidade da Aliança, aumentar a coordenação e as consultas políticas entre os Aliados, e fortalecer o papel político da NATO”.

As 10 personalidades que formam o comité foram escolhidas em funções do equilíbrio de género, experiência relevante e distribuição geográfica dos Aliados, e na reflexão serão envolvidas todas as capitais, o Conselho do Atlântico Norte e todas as partes interessadas.

O comité será então formado por Wess Mitchell (Estados Unidos) e Thomas de Maizière (Alemanha) – que copresidirão –, Greta Bossenmaier (Canadá), Anja Dalgaard-Nielsen (Dinamarca), Hubert Védrine (França), Marta Dassù (Itália), Hema Verhagen (Holanda), Anna Fotyga (Polónia), Tacan Ildem (Turquia) e John Bew (Reino Unido).