A administração da TAP revela que já ativou os mecanismos de “lay off” para 90% dos trabalhadores, anunciando ainda uma redução do horário para os restantes 10%. As medidas entram em vigor já a 2 de abril e, para já, têm a duração de 30 dias, de acordo com a mensagem enviada aos trabalhadores da empresa esta terça-feira.

O regime de “lay off” simplificado, criado pelo Governo para fazer face à nova crise económica — e que entrou em vigor na passada sexta-feira —, prevê que os trabalhadores fiquem a receber dois terços do salário (dos quais 70% pela Segurança Social e 30% pela empresa) até um limite máximo 1.905 euros (o equivalente a três salários mínimos). Só que, neste caso, a TAP vai assumir a diferença para quem ganhe mais do que esse valor, segundo a agência Lusa, que cita fontes da empresa.

Os restantes trabalhadores, com redução de horário de trabalho, terão garantidos 80% da remuneração fixa, porque “continuam a trabalhar para assegurar a retoma” da empresa, de acordo com a mensagem aos trabalhadores.

A TAP, que tem cerca de 11 mil trabalhadores, anunciou ainda que “os administradores executivos e não executivos propuseram, de forma voluntária, uma redução maior da sua remuneração, no valor de 35%“.

“Ciente da atual situação e do contexto adverso”, a administração da TAP garante “que tudo fará para proteger os empregos, a saúde e a segurança” de quem trabalha na empresa e que se mantém “totalmente empenhada em assegurar a recuperação, a sustentabilidade e o futuro da companhia”.

A atividade da companhia aérea teve uma redução drástica, na sequência da pandemia. A empresa vai operar apenas cinco voos por semana entre 1 de abril (esta quarta-feira) e, pelo menos, 4 de maio, “para assegurar a continuidade territorial” com os Açores e a Madeira. Estão em causa dois voos por semana entre Lisboa e Funchal e, no caso dos Açores, dois voos semanais para Ponta Delgada e um para a Terceira. As restantes rotas ficam suspensas, mas o plano operacional “poderá ser ajustado sempre que as circunstâncias assim o permitam”.