Morreram 727 pessoas nas últimas 24 horas em Itália devido ao novo coronavírus, um aumento percentual de 5,8%, inferior aos 7,2% desta terça-feira. As 727 vítimas mortais mais recentes são também o aumento diário mais baixo dos últimos sete dias, desde 26 de março. Já nos novos casos, a tendência é inversa: depois de vários dias consecutivos em queda, o aumento percentual voltou a crescer esta quarta-feira — 4,5% face aos 3,9% de terça-feira, que representam 4.782 novos casos confirmados de coronavírus.

Em números globais, Itália regista agora 13.155 vítimas mortais desde o início do surto e 110.574 pessoas infetadas. Destas, e retirando casos de recuperação e pessoas que acabaram por morrer, 80.572 estão atualmente ativos. 28.403 pessoas estão internadas no hospital, sendo que 4.035 estão nos cuidados intensivos, e 48.134 estão a recuperar em casa. Desde o início do surto em território italiano, já 16.847 pessoas recuperaram da Covid-19.

Na Lombardia, a região mais afetada de Itália, o número total de vítimas mortais chega já às 7.593, mais 394 do que esta terça-feira. 44.773 pessoas já foram infetadas, sendo que a cidade mais fustigada é Milão, com 3.815 casos confirmados.

Entretanto, é esperado que o primeiro-ministro Giuseppe Conte se dirija esta quarta-feira à noite ao país para anunciar o prolongamento, pelo menos até 13 de abril, de todas as medidas até agora adotadas para prevenir a propagação do vírus. Segundo o Corriere della Sera, o governo italiano vai ainda apresentar um novo decreto que proíbe “sessões de treino para atletas profissionais e não profissionais em instalações desportivas de qualquer tipo”. Este novo documento coloca então novas limitações ao jogging, por exemplo, referindo que deverá ser feito “sem companhia” e nas imediações da habitação.

A ida a segundas habitações, como casas de férias, também será proibida, com a exceção a fazer-se em situação de assalto à residência primária, colapsos estruturais ou falhas no sistema hidráulico.