O Metropolitano de Lisboa revelou esta quarta-feira que houve “uma redução de 48,4% de validações”, devido à pandemia de Covid-19, assegurando que, apesar da quebra do movimento de clientes, se mantêm as equipas de segurança, sem registo de incidentes anormais.

De dia 2 de março a 17 de março, verificou-se uma redução de 48,4% de validações”, avançou à Lusa a empresa de transporte público, indicando que a redução de passageiros no Metropolitano de Lisboa se verificou, essencialmente, a partir de 16 de março, data em que as escolas encerraram e em que se registou “uma maior quebra do movimento de clientes, com uma redução de 68,8% de validações”.

No âmbito do combate à pandemia de Covid-19, a empresa fez “alguns ajustamentos adicionais” no nível de oferta e no funcionamento de alguns serviços, desde 23 de março, passando a funcionar, em todas as linhas, em horário de fim de semana, assim como procedendo à abertura dos canais de validação em toda a rede.

Apesar de ser possível qualquer pessoa entrar no Metro sem validar o bilhete, “até ao momento, não existem registos de incidentes anormais”.

O Metropolitano de Lisboa tem conseguido manter as equipas previstas, não se verificando a necessidade de reforço das equipas de segurança. Mantém-se o apoio do efetivo da Divisão de Segurança aos Transportes Públicos da Polícia de Segurança Pública (PSP)”, indicou a empresa, assegurando que a situação continuará a ser monitorizada, com disponibilidade para adotar as “medidas que, a cada momento, se vierem a considerar necessárias para garantir as melhores condições de saúde e de segurança”.

Em resposta à agência Lusa, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) garantiu que, apesar da diminuição de fluxo de passageiros, “a vigilância às estações da rede do Metropolitano de Lisboa mantém-se inalterada, ou seja, continua a ser assegurada pelos polícias que integram a Esquadra Metro da Divisão de Segurança a Transportes Públicos”. “Não temos registo de casos de delinquência, nem de situações anormais envolvendo pessoas na condição de sem-abrigo”, revelou o Cometlis.

Da parte da Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa (CUTPL), a questão da segurança no Metro não tem sido relatada pelos passageiros, mas a posição é que o policiamento deve ser assegurado, “pelo menos, dentro das carruagens”.

“Era o que faltava, aqueles que ainda têm a coragem ou não podem deixar de ir trabalhar, por exemplo, profissionais de saúde e outras áreas essenciais que estão a funcionar para bem de todos, ainda serem atacados e não terem proteção nenhuma”, afirmou a porta-voz da CUTPL, Cecília Sales, referindo que, apesar de não se registarem incidentes, a comissão de utentes vai interrogar a administração do Metropolitano de Lisboa sobre o tipo de segurança, com a abertura dos torniquetes de validação dos bilhetes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%). Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.