Depois dos últimos acontecimentos na Venezuela e do apoio português ao “plano de transição democrática para a Venezuela” criado pelos norte-americanos, o ex-parceiro de ‘geringonça’ do PS volta a deixar bem clara a sua posição quanto à situação na Venezuela.

Segundo os comunistas, através de um comunicado divulgado, este apoio “coloca o Governo do PS na primeira linha de uma nova escalada agressiva do imperialismo norte-americano” que “procura agora tentar utilizar a situação criada com o surto da Covid-19 para tentar vergar a resistência patriótica do povo venezuelano e impor-lhe o seu domínio”.

“O que o Governo português deveria, em nome da solidariedade e dos direitos humanos, era defender o fim imediato das ilegais e unilaterais sanções dos EUA e da UE contra a Venezuela e contra outros países, e não compactuar com a cínica e desumana chantagem das sanções e bloqueio económico e financeiro que tanto atingem o povo venezuelano e que os EUA se recusam a levantar”, pode ler-se.

Os comunistas exigem ainda ao Governo que “respeite a Constituição da República Portuguesa” e não “associe o nome de Portugal às operações agressivas do imperialismo, em aberto confronto com o direito internacional”.