A Ordem dos Médicos e a Associação Empresarial de Portugal (AEP) uniram-se para apresentar ao Ministério da Saúde um projeto que prevê a construção de um hospital de campanha no Porto, junto à A28, capaz de receber 600 doentes infetados pelo novo coronavírus.

Ao contrário dos hospitais de campanha até agora conhecidos, esta estrutura teria várias vantagens: ao ser modular poderia crescer consoante as necessidades e todas as enfermarias seriam com pressão negativa, o que tem impacto tanto a evitar a disseminação do vírus para os profissionais de saúde como na recuperação pulmonar dos doentes”, informa esta quinta-feira a Ordem dos Médicos em comunicado.

Este será, assim, um hospital “único no país”, assinado pelo arquiteto Ricardo Oliveira. O bastonário da Ordem dos Médicos, explica que “a ideia é que o hospital seja modular, isto é, que veja a sua capacidade aumentar em função das necessidades da pandemia.” Na fase de arranque seriam disponibilizadas 48 camas, podendo o número ser alargado sucessivamente até às 624 camas.

Miguel Guimarães destaca ainda que uma das particularidades deste projeto, em relação aos hospitais de campanha já conhecidos, “é que todos os doentes serão tratados em enfermarias de pressão negativa e com acesso a equipamentos que permitem dar resposta a casos com alguma complexidade”.

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Nos espaços com pressão negativa o sistema de ventilação faz uma renovação do ar permanente e a pressão é mais baixa do que nas restantes instalações, o que evita que o vírus saia e contamine mais pessoas, sendo também benéfico em termos de recuperação pulmonar.

O protocolo entre as duas entidades acontece no âmbito da campanha “SOS – Coronavírus”, uma iniciativa da AEP que teve início no dia 13 de março, que tem como objetivo a angariação de fundos, cujos montantes serão atribuídos atendendo às necessidades existentes em todo o país.