França está entre os quatro países com mais vítimas mortais no mundo: são já 7.560 as pessoas que morreram devido ao novo coronavírus. Desses, quase um terço são idosos que morreram em lares: 2.028 utentes desde o início da pandemia. 

A direção-geral da Saúde francesa separa os doentes que morrem em lares dos que morrem em hospitais. Se olharmos apenas para os doentes que morreram em unidades de saúde, o aumento foi de 441 mortes de sexta-feira para este sábado. 

O número de casos confirmados no país é de 68.605 — o que significa que, no último dia, 4.267 pessoas deram positivo para a Covid-19. Este novo balanço vem contrariar uma tendência de aumento do número de novos casos diários que era sentida desde quinta-feira. Nesse dia, 2 de abril, foram registados 2.180 novos casos e, no dia seguinte, 5.273. Ora, esse número voltou a descer, agora para 4.267.

O diretor-geral da Saúde, Jérôme Salomon, adiantou que, nos cuidados intensivos, estão agora 6.836 pessoas — um aumento de 176 pessoas em 24 horas. No entanto, desde o início da semana, esse número tem vindo a cair. É, escreve o Le Monde, uma desaceleração semelhante à que está a ser sentida em Itália — um bom indicador, adianta o jornal.

Na sexta-feira, o país já tinha atingido, nas palavras do diretor-geral da Saúde, Jérôme Salomon, um recorde “na história da medicina francesa”, ao ter nas suas unidades de cuidados intensivos mais de 6.600 mil doentes. Salomon confirmou que “nunca antes houve tantos pacientes internados nos cuidados intensivos em França por causa de uma única patologia”.

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O diretor-geral indicou, pela primeira vez, que a população em geral pode usar uma máscara para as suas deslocações — uma recomendação contrária àquilo que vinha a ser dito. Até agora a indicação era a de que a máscara não protegia e devia ser apenas usada por pessoas já infetadas.