Os clubes que integram o principal escalão do futebol italiano aprovaram, por unanimidade, a redução salarial nos respetivos plantéis, para minimizar os efeitos financeiros da pandemia de Covid-19, anunciou esta asegunda-feira a Liga italiana de futebol (Serie A).

Esta intervenção, necessária para salvaguardar o futuro de todo o futebol italiano, passará pela redução de um terço do salário anual [equivalente a quatro meses de remuneração], caso a atividade desportiva não seja reatada esta época, ou um sexto [dois meses] se os jogos da temporada 2019/20 forem retomados nos próximos meses”, informou a ‘Serie A’, em comunicado divulgado no site oficial.

Esta decisão foi aprovada “por unanimidade” por 19 dos 20 clubes que disputam a principal divisão transalpina, sendo que a exceção foi a Juventus, em que alinha o internacional português Cristiano Ronaldo, que já tinha procedido a um acerto salarial, por iniciativa dos próprios jogadores.

Na reunião realizada esta segunda-feira, por videoconferência, ficou determinado que “serão os clubes a definir os acordos com os membros das equipas”, sendo que este plano de contenção económica é destinado a “jogadores, treinadores e membros dos plantéis principais”.

A “Serie A” referiu que esta medida “é necessária” para fazer face “a uma crise sem precedentes” provocada pela propagação do novo coronavírus. Por outro lado, a “Serie A” disse estar “a seguir a evolução da situação e em estreita coordenação” com a UEFA, Federação italiana de futebol e Associação de Clubes Europeus (ECA) e reforçou que a competição apenas será retomada “quando as condições de saúde pública e o governo assim o permitirem”.

Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais por Covid-19, com 15.887 óbitos em 128.948 casos confirmados até esta segunda-feira.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil. Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%). Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.