O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, confirmou que o hospital local recebeu esta terça-feira os dois mil testes de rastreio à Covid-19, tal como foi prometido pelo secretário de Estado da Saúde.

“Chegaram duas mil zaragatoas/kits, além de vários equipamentos de proteção individual. Portanto, está cumprido aquilo que o secretário de Estado disse”, afirmou o autarca. O camião com os testes chegou a Aveiro depois de na segunda-feira o presidente da autarquia ter denunciado a falta de zaragatoas no hospital local, o que levou ao adiamento da realização de 75 testes em dois lares do município que já estavam programados.

Ribau Esteves esclareceu que os dois mil testes, que devem durar para uma semana, vão servir para testar pessoas com sintomas que se desloquem ao Hospital de Aveiro e a unidades Covid, além de idosos e funcionários dos lares da região de Aveiro.

Espero que não volte a faltar o abastecimento dos testes e que antes de acabar esta semana cheguem os próximos dois mil”, disse, defendendo que o Ministério da Saúde “tem que ter abastecimentos regulares ao país todo, de forma proporcional aos sítios onde há uma maior incidência do Covid”, como é o caso do município de Aveiro.

O autarca referiu ainda que com a chegada dos testes já foi possível começar a fazer o rastreio aos utentes e funcionários dos dois lares que estava agendado para segunda-feira, sendo que a operação só deverá ficar concluída na quarta-feira.

O presidente da Câmara deixou ainda uma palavra de agradecimento à comunicação social pela cobertura jornalística sobre a falta de zaragatoas em Aveiro, um município onde 15 idosos de um lar morreram.

Quero agradecer aos profissionais da comunicação social porque permitiram passarmos de um dia negro, como foi o dia de ontem [segunda-feira] com ruturas de stock e adiamento de testes em lares, para um dia positivo em que finalmente o camião chegou e em que voltamos a fazer testes nos lares”, disse Ribau.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 0h de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.