A China começa agora a aliviar as restrições impostas nos últimos meses. No passado fim de semana, o início do fim da quarentena motivou milhares de chineses a passear e em resultado disso várias atrações turísticas do país foram inundadas por multidões de máscara. Segundo as autoridades, o risco de contágio ainda não desapareceu.

A imagem mais impressionante chegou de Huangshan, conhecida pelo seu parque natural numa região montanhosa do território chinês, na província de Anhui. Além de numerosa, a multidão surge compacta, apesar de a maioria das pessoas continuar a usar máscara.

No último sábado, a afluência foi tal que, antes das oito da manhã, as autoridades já estavam a afixar a informação de que o parque já teria atingido a sua lotação máxima diária de 20 mil visitantes e que não admitiria mais pessoas, segundo noticiou a Global Times, citada pela CNN.

Já o Bund, passeio costeiro da cidade de Xangai, também se encheu de turistas e visitantes, depois de ter estado praticamente deserto durante semanas a fio. Até alguns restaurantes da zona começaram a dar sinais de vida novamente.

Segundo a CNN, decorridos mais de três meses desde os primeiros casos diagnosticados em Wuhan, também na capital Pequim as pessoas saíram à rua em força, ocupando parques e outros espaços ao ar livre.

Para os especialistas, a saída a rua em massa é precoce, apesar de o número de novos casos no país ter vindo a diminuir consecutivamente e de, na última segunda-feira, a China ter reportado apenas 39 casos positivos. Mesmo com o levantamento gradual da quarentena, os especialistas alertam a população para a importância de manter a precaução.

“A China não está perto do fim, apenas entrou numa nova fase. Com a epidemia a escalar no resto do mundo, a China ainda não chegou ao fim”, indicou Zeng Guang, epidemiologista do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças.