Coincidiu com o Dia Mundial da Saúde e, por isso, esta terça-feira, a conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde arrancou com uma homenagem aos profissionais de saúde, assim como ao Serviço Nacional de Saúde, “um património que importa mais do que nunca preservar e reforçar”, frisou António Lacerda Sales. E que, segundo o secretário de Estado, já se reflete na autonomia que os conselhos de administração dos diferentes hospitais têm agora para fazer contratação direta”. Neste momento, “já foram feitos mais de 1.400 contratos com profissionais de todas as áreas”.

Ainda à volta do tema dos profissionais de saúde, o secretário de Estado referiu que há, até à data, 1.435 casos positivos, 370 dos quais são enfermeiros, 240 médicos e os restantes assistentes técnicos e operacionais. O governante aproveitou a ocasião para lembrar a morte da subdiretora-geral da Saúde, Catarina Sena. “É uma perda que todos lamentamos e por isso deixo aqui as condolências à família, aos amigos e a todos os profissionais da DGS”.

Durante a conferência de imprensa, as declarações do autarca de Aveiro, Ribau Esteves, a denunciar a falta de zaragatoas (depois da morte de 15 idosos num lar), levaram António Lacerda Sales, a adiantar que “acompanha a preocupação do presidente da Câmara” e que vão ser entregues na zona Centro “10 mil testes, sendo que 2 mil se destinam a Aveiro”. Também o subdiretor-geral da Saúde, Diogo Cruz, que marcou presença na conferência, assumiu que a situação que se vive nos lares “é uma preocupação”, uma vez que se trata “de população de risco”. Anunciou, por isso, novas normas para realização de testes nos lares de idosos, que serão divulgadas em “breve” no site da DGS.

DGS pede “prudência” na Páscoa

O Subdiretor-geral da Saúde pediu ainda “prudência” na análise dos dados relativos à evolução da pandemia Covid-19 em Portugal. “Estamos numa fase de importante luta contra a pandemia. Não sabemos o que vai ser o dia de amanhã e vai aproximar-se a Páscoa, mas pedimos a todos que mantenham as medidas de contenção no seu domicílio. Sabemos que é difícil mas não abrandem nos esforços feitos até agora”.

Questionado ainda sobre as discrepâncias que têm sido reportadas entre os dados oficiais e aqueles que são divulgados pelas autarquias, Diogo Cruz esclareceu que essa situação se deve ao local onde a pessoa mora e onde foi feito o teste para a Covid-19. “Estas informações estão relacionadas com o Registo Nacional de Utentes e são depois ajustadas pelas autoridades de saúde”.