O governo angolano avançou esta terça-feira com a requisição civil de todos os médicos e enfermeiros reformados dos setores público e privado, de acordo com um despacho assinado pela ministra da Saúde, Silvia Lutucuta.

A requisição civil dos profissionais de saúde enquadra-se nas medidas de exceção e temporárias para a prevenção e controlo da pandemia de Covid-19, segundo o despacho que entra esta terça-feira em vigor.

Os profissionais requisitados devem apresentar-se nos locais e dias a serem definidos pelos gabinetes provinciais de Saúde da sua área de residência, devendo estes, após avaliação, distribuí-los pelos centros de quarentena ou unidades de referência de tratamento de doentes com Covid-19.

O Ministério da Saúde irá pagar salários e subsídios de acordo com a categoria de saída de cada profissional. Os gabinetes provinciais irão definir as modalidades do regime de trabalho e terão de reportar ao ministério da Saúde a implementação do despacho.

Angola regista atualmente 16 casos positivos da doença, dos quais dois resultaram em morte.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 708 mil infetados e mais de 55 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.127 óbitos em 135.586 casos confirmados esta terça-feira.

O número de mortes devido à Covid-19 em África subiu para 487, num universo 10.075 casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia no continente.