Portugal tem agora 13.141 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção-Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica desta quarta-feira, dia 8 de abril. Houve um aumento bruto de 699 casos, num acréscimo percentual de 5,7%. Já o número de vítimas mortais subiu de 345 para 380, um aumento de 35 mortes que é o segundo pior desde o início da pandemia (destronando a subida da véspera, de 34, e que só fica abaixo do salto de 37 registado na semana passada) o que representa uma subida na ordem dos 10,1%.

Os casos recuperados voltaram a subir: são agora 196, mais 12 do que esta terça-feira, um aumento de 6,6%. Alentejo, Açores e Madeira mantêm-se sem óbitos. A região Centro, que na véspera cresceu 16% em casos e mais de 15% em vítimas mortais, tem uma taxa de letalidade superior à média nacional, enquanto que a zona Norte continua a ser a mais castigada pela pandemia em todo o país.

Boletim DGS. Segundo pior dia em aumento de vítimas mortais. Região Centro cresce 16% em novos casos e mortes

A análise do Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta quarta-feira, dia 8 de abril, pode ser feita através de vários pontos distintos, a saber:

Número total de casos, mortes e recuperados

Portugal repete o limiar que tinha atingido esta terça-feira e volta a ter o segundo pior dia em aumento de vítimas mortais desde o início da pandemia. Morreram 35 pessoas nas últimas 24 horas, mais uma que o aumento de 34 registado no boletim da véspera e um número que só fica abaixo do valor recorde de 37, registado na semana passada. A subida representa uma acréscimo percentual na ordem dos 10,1% (inferior aos 11% desta terça-feira mas superior aos 5,4% de segunda) e leva o número global de vítimas mortais para 380. Ao nível de novos casos, e apesar de o aumento bruto ter sido superior ao desta terça-feira, o salto percentual acaba por ser inferior: detetaram-se mais 699 casos de coronavírus, um aumento de cerca de 5,7% que é menor do que os 6% da véspera, apesar de aí terem sido 452 os novos casos. Registam-se agora 196 casos recuperados, mais 12 do que no boletim anterior, um aumento de 6,6%.

Caracterização dos óbitos

Tal como esta terça-feira, só uma das novas vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas tinha menos de 60 anos: trata-se de um homem com idade entre os 50 e os 59 anos, exatamente como na véspera. Os 34 óbitos restantes dizem respeito a pessoas acima da faixa etária. Morreram mais três pessoas entre os 60 e os 69 anos (aumento de 8,6%), mais nove entre os 70 e os 79 (aumento de 11,6%) e mais 22 com mais de 80 anos (aumento significativo de 10%). Mantêm-se apenas 14 vítimas mortais com menos de 60 anos em Portugal: já morreram quatro pessoas entre os 40 e os 49 anos (um homem e três mulheres) e 10 entre os 50 e os 59 anos (oito homens e duas mulheres).

Caracterização do número de casos por região

Taxa de letalidade da zona Centro é superior à média nacional. Num tópico abordado na conferência de imprensa da diretora-geral da Saúde do secretário de Estado da Saúde, a taxa de letalidade da região Centro do país está agora nos 5,1%, bastante superior aos 2,9% nacionais. Na região Centro, onde esta terça-feira se verificou um aumento de 16% em novos casos e de mais de 15% em vítimas mortais, regista-se esta quarta-feira uma subida de mais 99 casos (total de 1.865, aumento de 5,3%) e mais 12 mortos (total de 96, mais 6,5%). Ainda assim, o Norte continua a ser a região mais fustigada pelo coronavírus em Portugal: registam-se agora 7.386 casos confirmados, mais 334 do que esta terça-feira (aumento de 4,7%), e 208 vítimas mortais, mais 22 (aumento de 11,9%). Segue Lisboa e Vale do Tejo, com 3.424 casos (mais 239, mais 7,5%) e 68 óbitos (mais quatro, mais 6,3%).O Algarve tem agora 251 casos (mais 17, mais 7,3%) e oito vítimas mortais (mais uma, mais 14,3%) e o Alentejo continua sem registar qualquer óbito, tendo agora 93 casos confirmados (mais oito, mais 9,4%). Ambas as Regiões Autónomas também continuam sem mortos — os Açores têm agora 70 casos (mais dois, mais 2,9%) e a Madeira tem 52, os mesmos do boletim da véspera.

Número de países e casos importados

O boletim desta quarta-feira, dia 8 de abril, mantém os 45 países de onde Portugal importou casos de coronavírus e que já integravam o relatório anterior. A atualização da DGS dá então conta de um total de 637 casos importados, os mesmos da véspera. Espanha é o país de onde Portugal importou mais casos (159), seguida de França (118) e Reino Unido (68). Dos 45 países, 20 registam apenas um caso de importação — Azerbaijão, Cabo Verde, Chile, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Malta, Maldivas, Marrocos, México, Noruega, Paquistão, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Suécia, Ucrânia e Venezuela.

Número de casos por grupo etário

Casos entre os 40 e os 49 anos ultrapassam os 2.300. São agora 2.380 os casos confirmados na faixa etária entre os 40 e os 49 anos, cerca de 18% dos 13.141 globais. Os casos acima dos 80 anos são já 1.671, algo como 12,8% do total. Existem 192 casos em crianças dos 0 aos 9 anos, mais 13 do que esta terça-feira, e 1.686 entre os 10 e os 29 anos, mais 86 do que na véspera e cerca de 12,9% do número global de casos em Portugal.

Número de casos internados e nos cuidados intensivos

Menos 26 pessoas nos cuidados intensivos. Numa linha que vai ao encontro daquilo que têm sido os números dos últimos dias, o número de pessoas hospitalizadas voltou a subir, com mais 31 com necessidade de internamento, num total de 1.211 (um aumento de 2,7%, bastante inferior à subida de 7,4% desta terça-feira). Contudo, e numa nota contrária aos aumentos mais recentes, o número de casos em unidades de cuidados intensivos em Portugal caiu: existem agora menos 26 pessoas nestas unidades, em comparação com o boletim da véspera, num total de 245 (uma quebra de 9,6%).

Número de casos suspeitos, não confirmados, em vigilância e a aguardar resultados

Mais 1.461 pessoas à espera do resultado do teste. Depois da queda dos últimos dois dias, onde o número de pessoas a aguardar resultados laboratoriais caiu um total de 520 pessoas, este indicador volta esta quarta-feira a subir de forma exponencial. Em comparação com o boletim da véspera, existem esta quarta-feira mais 1.461 pessoas à espera do resultado do teste à Covid-19, num total de 5.903. 24.481 pessoas estão ainda sob vigilância das autoridades de saúde, menos 589 do que ontem.

Caracterização dos casos por género

1.052 mulheres infetadas acima dos 80 anos. Se os casos em idosos com mais de 80 anos representam mais de 12% do número global em Portugal, a verdade é que existe uma disparidade em termos de género nessa faixa etária: 619 são homens, 1.052 são mulheres, quase 63% do total acima dos 80 anos. Essa mesma tendência de distribuição por género mantém nas restantes faixas etárias, com as mulheres infetadas a serem agora 7.484 em números totais (quase 57% do total de casos no país), quando esta terça-feira eram 7.051. Em comparação, existem 5.657 homens infetados. As faixas etárias mais afetadas, tal como acontece nos valores que englobam os dois géneros, encontram-se entre os 40 e os 59 anos, onde 2.809 estão infetadas.

Número de casos por concelho

Lisboa continua a ser o concelho com mais casos: 773, mais 19 do que o apresentado no boletim da véspera. Porto (750), Vila Nova de Gaia (576), Gondomar (556), Maia (485), Matosinhos (425) e Braga (423) são os concelhos que se seguem. Além destes, existem já outros seis concelhos com mais de duas centenas de casos positivos: Cascais (218), Santa Maria da Feira (233), Coimbra (237), Ovar (273), Sintra (310) e Valongo (397).

Caracterização dos casos confirmados por sintomas

Tosse e febre continuam a ser os principais sintomas. Os sintomas apresentados entre os casos de testes positivos (com informação respeitante a 78% desses casos) mantêm-se praticamente inalterados em relação aos últimos dias, com maior preponderância de tosse (59%) e febre (46%), seguidas de dores musculares (31%) e cefaleias (28%). Fraqueza generalizada (24%) e dificuldades respiratórias (17%) são os sintomas com menor taxa de incidência.