Com o objetivo de “derrotar o presidente mais perigoso da história moderna”, o senador democrata Bernie Sanders anunciou esta segunda-feira que vai apoiar formalmente o seu ex-rival Joe Biden na corrida à presidência dos Estados Unidos, numa aparição conjunta na internet e em plena pandemia.

Bernie Sanders abandonou a corrida à Casa Branca, na passada semana, admitindo que não conseguiria derrotar o ex-vice-Presidente, Joe Biden, nas primárias do Partido Democrata. Esta segunda-feira, Sanders assumiu o apoio formal a Biden, apelando à união à volta da candidatura democrata para vencer o republicano Donald Trump, nas eleições presidenciais de novembro próximo.

“Peço a todos os americanos, a todos os democratas, a todos os independentes, a muitos republicanos para se unirem à volta desta candidatura, que eu apoio”, disse Sanders, numa mensagem difundida através da internet.

Aparecendo numa tela dividida com Biden, numa mensagem de vídeo, Sanders falou das diferenças, mas deixou claro que tudo fará para evitar a reeleição do atual presidente, o republicano Donald Trump. “Temos de fazer de Trump um presidente de mandato único” disse Sanders, mostrando-se disponível para fazer campanha ao lado de Biden na campanha das eleições presidenciais que decorrerão no início de novembro.

Eu vou precisar de si. Não apenas para vencer a campanha, mas para governar”, disse Biden.

Bernie Sanders vai continuar a aparecer nos boletins de voto das eleições presidenciais democratas, com o intuito de poder influenciar o programa eleitoral de Joe Biden, mas desistiu formalmente da corrida presidencial e assume que apoiará o ex-vice-Presidente, apesar de manter algumas divergências ideológicas e programáticas. O apoio nesta altura contrasta com a prolongada luta que Sanders manteve com Hillary Clinton, nas primárias democratas de 2016, em que apenas endossou a mulher do antigo Presidente Bill Clinton nas semanas anteriores à convenção do partido.