O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu esta segunda-feira em baixa a variação homóloga da inflação de março para 0%, face à estimativa rápida avançada anteriormente de 0,1%, menos 0,4 pontos percentuais face a fevereiro.

Esta desaceleração traduziu sobretudo a variação homóloga de -3,7% do índice relativo aos produtos energéticos (0,9% em fevereiro), refletindo a evolução dos preços nos mercados internacionais associada à redução da procura deste tipo de produtos devido à pandemia [de Covid-19] e às divergências entre os países produtores de petróleo”, justifica.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também registou, segundo o INE, uma variação homóloga nula, valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado em fevereiro. A variação mensal do Índice de Preços no Consumidor foi 1,4% (-0,6% no mês precedente e 1,8% em março de 2019). A variação média dos últimos 12 meses foi 0,3%, taxa idêntica à registada no mês anterior.

De acordo com o INE, embora esta informação sobre o mês de março traduza já algum impacto da pandemia Covid-19, nomeadamente na recolha de preços no final do mês para os hotéis e passagens aéreas, “é possível que as tendências aqui analisadas se alterem substancialmente”. De qualquer modo, refere, a informação esta segunda-feira disponibilizada “é útil para estabelecer uma referência para avaliar desenvolvimentos futuros”.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 0,1%, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais à do mês anterior e inferior em 0,6 pontos percentuais à estimativa do Eurostat para a área do euro (em fevereiro de 2020, esta diferença foi de 0,7 pontos percentuais).

O IHPC registou uma variação mensal de 1,6% (-0,6% no mês anterior e 2,1% em março de 2019) e uma variação média dos últimos 12 meses de 0,2% (valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado no mês precedente).