A ACEA, associação que representa os fabricantes europeus, está convencida que os camiões eléctricos vão ser cada vez mais populares, com o volume de vendas a crescer em consonância. As estimativas apontam para 200.000 veículos em circulação, o que implica um generoso número de postos de recarga com grande potência, para reduzir os tempos de carregamento.

De acordo com os responsáveis pela associação, serão necessários 17.000 pontos de carga públicos até 2025, concebidos especificamente para veículos pesados, valor que subirá para 90.000 até 2030. Nesta segunda fase, a ênfase será colocada nos postos com potências de 350 kW e 500 kW, uma vez que se espera que os camiões de então estejam equipados com baterias de maior capacidade.

Segundo o CEO da Scania e chairman da ACEA, Henrik Henriksson, “as metas de CO2 para os veículos pesados são extremamentes exigentes e, para as conseguir cumprir, temos de comercializar um crescente número de camiões com zero emissões”. O que vai ao encontro das previsões da associação, que antecipa que os actuais 700 camiões eléctricos (com mais de 3500 kg) em circulação (no final de 2019) vão crescer para 200.000, em 2030.

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Além dos camiões eléctricos a bateria, a ACEA prevê ainda que aumente o número de veículos pesados eléctricos alimentados por células de combustíveis a hidrogénio. Por isto, estima que os 16 postos públicos (a 350 bar) actualmente disponíveis vão ter de aumentar para 50 até 2025 e, depois, 500 em 2030, para fazer frente às necessidades da frota de camiões a fuel cell que deverão circular pelas estradas europeias.

A outra aposta da ACEA para a locomoção de camiões e autocarros de forma menos poluente é com recurso ao gás natural, tanto na forma comprimida (GNC) como líquida (GNL). De momento, existem na Europa 252 locais de abastecimento de GNL e 300 GNC. Contudo, face às necessidades, a oferta deverá aumentar para 750 de GNL e 400 de GNC em 2025, atingindo (idealmente) 1500 de GNL e 500 de GNC em 2030.